ao olhares o teu corpo em frente ao espelho - e o espelho sou eu, deitado sobre a cama, a masturbar-me - sentes como o tempo ficou quente agora que se inicia o inverno e sorris, maliciosa, com as mãos bem abertas sobre os seios. terias, provavelmente, algo para me dizer, mas só se solta de entre os lábios um suspiro alongado de prazer e perversidade.
ao olhares o teu corpo junto ao meu - e eu sou este homem aqui, à espera, descentrado na fotografia - sabes que mais um dia passou, e que será também num dia como o de hoje que sentirás o meu pénis erecto a invadir-te a vagina e a deliciar-se, molhado, na tua abundante excitação. ao pensares nisso, provavelmente, só um suspiro, ainda mais alongado, se solta de entre os teus lábios mordidos.
ao olhares o teu corpo nesta cama por fazer - e esta cama é apenas o que resta de todo o sexo apaixonado que fizemos de manhã - imaginas que muitas outras manhãs, tardes e noites se seguirão com os nossos cheiros intengrando-se num só perfume. imaginas também que o poder de dois corpos, de duas almas que se amam, dificilmente pode ser quebrado quando reunido assim, intensamente. e provavelmente terás toda a razão.
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Há 19 horas