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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Última Hora no Cacém

O livro de Francês do 9º ano, Mission Spéciale, da Texto Editores, foi hoje disponibilizado no auto-serviço do Grupo Leya, no Cacém. No entanto, esse livro está já a ser recolhido pelos serviços da Editora, visto que, em lugar do Manual do Aluno foi impresso e estava a ser vendido, erradamente, o Manual do Professor.

o fim de uma era - II

se não se possuir um cartão FNAC, qual o motivo para continuar a ir lá comprar livros?

Leia o editorial de Paulo Ferreira, no blogtailors

Em breve


o fim de uma era

Acabaram os preços Fnac.

E agora, quem só pensa em dinheiro, quem é?

A verdade da mentira

Hoje ainda são muitos os alunos que vão para a escola e não levam todos os manuais escolares. Há milhares de estudantes com falta de livros, calculam os livreiros. Os pais pedem compreensão às escolas.Os livros da ASA, Gailivro, Nova Gaia e Texto Editora continuam em falta. Há uma semana, numa carta enviada aos livreiros, o grupo Leya, a que as quatro editoras pertencem, reconhecia que um quarto dos manuais ainda não tinha chegado ao grande público e prometia repor a normalidade até ao final do mês. O assessor de comunicação da Leya, José Menezes, explicava ontem ser impossível confirmar se a promessa foi cumprida: "É preciso contactar vários serviços e não tenho uma resposta para hoje [ontem]", disse ao PÚBLICO. Setembro terminou ontem, mas o desespero dos alunos, pais e livreiros continua.

Leia o artigo completo, assinado por Bárbara Wong, na edição impressa de hoje do Jornal Público.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Santa Cruz (o livro) na torres|tv

Mais notícias aqui.

O vídeo no you tube, por aqui.

quero ler

Patrícia Portela está de volta.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Palavras Andarilhas

De hoje até domingo, mais um encontro Palavras Andarilhas, com um programa cheio de conferências, oficinas e eventos sobre a promoção da leitura e uma feira do livro com livrarias independentes (onde a Livrododia estará presente a partir de amanhã). Beja será, nos próximos dias, o centro do mundo.

Site Oficial
Blogue do Encontro

Portugués, Guapo y Matador*

Certas notícias precisam de uma certa digestão. Nas páginas centrais do Diário de Notícias de ontem, dá-se destaque à promoção que António Lobo Antunes faz dos seus livros nos Estados Unidos da América. Há uma série de passagens que me fazem duvidar se estamos a falar, ou não, do mesmo Lobo Antunes que, em Portugal, se esconde das atenções mediáticas não escolhidas por ele. Para começar apresenta-se o livro Que farei quanto tudo arde? convertido ao "american gay of life" (seja lá o que isso possa ser...). O obejctivo do seu editor é, segundo as palavras de João Céu e Silva, "penetrar no mercado sexualmente convertido aos prazeres fora da normalidade heterossexual" (mais um eufemismo duvidoso). Para além destes curiosos pontos, há também o facto da tournée por terras da América tenha começado com um serão à la Woody Allen na casa do editor, onde se assistiu a uma sucessão de "discursos, elogios, cumprimentos e cenas de admiradores durante mais de duas horas". Para marcar posição, o autor mostrou-se "visivelmente pouco agradado com o beija-mão". Toda a peça pode ser lida através deste link.

* Portugués, Guapo y Matador é o título de um dos livros de Manuel Jorge Marmelo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A Pastelaria em Imagens

os pastéis
a Maria João
o Luís
o Pedro
o Mário
Fotografias de André Simões (há mais aqui)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Santa Cruz põe Lisboa no mapa


Apresentação do livro SANTA CRUZ
Fotografia de Ozias Filho
Texto de Luís Filipe Cristóvão
Dia 24 de Setembro de 2008,
Quarta, às 21h
Casa da América Latina
Morada: Av. 24 de Julho, 118 B - Lisboa

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Os livros escolares na "Antena Aberta", programa da Antena 1

Alguém me ajuda a encontrar a composição da Comissão do Livro Escolar da APEL? É que no site, não o consigo encontrar.
Vasco Teixeira, da Porto Editora, apresentado da dita Comissão, revelou no programa "Antena Aberta", da Antena 1, que estão "parados há 15 dias" visto que "todos os livros estão entregues às livrarias". Defende-se só um pouco nas percentagens, porque fala em 99,9% dos livros e não dos 100% que revelou Paulo Gonçalves. Entre o jornal e a rádio, 0,1% de livros devem ter voltado atrás. Depois, Vasco Teixeira dispara em várias direcções. A culpa afinal é do Grupo Leya que não mandou imprimir, das livrarias que não conseguem prever o número de clientes, dos pais que não encomendaram os livros. A Porto Editora, a Plátano, estão sossegadas. Já fizeram a sua parte. A seguir, Valter Lemos, Secretário de Estado, confirma a história: os livros já estão todos entregues. Ou, se não estão, isso é uma coisa que acontece todos os anos, não há-de ser agora culpa deste governo. Seria para rir, se isto não fosse, em parte, comigo.

Carta Aberta reagindo às afirmações de Paulo Gonçalves nos jornais de hoje

Meus caros,

qual não é o meu espanto quando hoje de manhã, ao ouvir as primeiras notícias do dia, me deparo com uma declaração do colega Paulo Gonçalves que afirma que "no final de Agosto, 95% dos manuais da APEL já tinham sido entregues e poucos dias depois chegou-se aos 100%, estando o mercado totalmente abastecido". Ora, meus amigos, esta afirmação, para além de ser uma tentativa mediática de tirar a água do capote, é de uma irresponsabilidade atroz para com o mercado, muito particularmente para os livreiros associados da APEL envolvidos no processo. Afirmações destas apenas vêm colocar uma pressão maior dos pais dos alunos nas nossas lojas, dificultando o normal fornecimento dos livros escolares a famílias e a instituições escolares. O cliente, ao ler tais afirmações, pensará que, da parte das Editoras, já está todo o trabalho feito (e o Paulo Gonçalves saberá tão bem como eu ou como qualquer outro colega em editoras ou livrarias a quantidade de encomendas pendentes ainda registadas em editoras associadas da APEL). Assobiar para o lado tentando colocar toda a culpa nas costas de outra editora, não resolve o problema, de certa forma vem agravá-lo. Esse tipo de situações não ajudará em nada a dar o assunto como resolvido.

Tomarei a liberdade de tornar esta minha queixa pública, divulgando-a através do meu blogue.

Com os meus melhores cumprimentos,

Luís Filipe Cristóvão
gestor editorial / livreiro
Livraria Livrododia, Lda.

(enviado por email para apel@apel.pt, às 9h50 do dia 19/09/2008)

Os livros escolares na imprensa

Hoje, Jornal de Notícias e Diário de Notícias dão destaque à distribuição de livros escolares. Nem todas as declarações deverão ser confundidas com a verdade.

ainda sobre a poesia II


Andava a namorar este livro há uns meses. Hoje, na Trama, decidi-me a trazê-lo para casa. A razão que faltava, encontrei-a na página 17.

Dizem que um poeta francês foi uma vez apresentado a um riquíssimo banqueiro. O apacatado personagem perguntou ao poeta:
- Para que serve a poesia?
E o poeta respondeu-lhe:
- Para o senhor, não serve para nada.

E o livro continua por aí fora. O título é O Bibliófilo Aprendiz, o autor Rubens Borba de Moraes e a edição conjunta da Briquet de Lemos - Livros/ Casa da Palavra.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Questões em volta da hipótese de geração na nova(?) poesia portuguesa

A quem possa interessar, uma lista de links para seguir a discussão.

No Insónia, Henrique Fialho posta 3-vezes-3 e recebe comentários de Luís Miguel Queirós, Inês Lourenço e muitos outros. Leitura obrigatória.

Um post PGP (política de gosto em Portugal) de Pisca de Gente (quem?)

Um Porto de vista de Hugo Torres.

sábado, 13 de setembro de 2008

Pequeno contributo para uma possível polémica acerca de poesia, gerações e novidades

Depois de ontem aqui ter plantado uma dúvida que me foi suscitada pela leitura do texto de Luís Miguel Queirós no Ipsílon, e dessa dúvida ter levado a um comentário alongado do Henrique Fialho sobre o assunto, tento hoje, feita uma segunda leitura do texto primeiramente mencionado, descobrir algumas pistas para comentar a pergunta "Há uma geração de poetas portugueses do século XXI?".

Como o próprio Queirós indica no seu texto, "uma certa ansidade contemporânea pela descoberta" joga, a maior parte das vezes, tanto contra os actores como contra o próprio público. Tantas e tantas vezes, à efusividade da descoberta de algo novo, segue-se a natural desilusão de quem não viu bem, não entendeu bem que o novo, para o ser realmente, precisa de tempo para envelhecer. Na poesia, em toda a Arte, esta regra é ainda mais fulcral que noutras áreas: o jovem poeta ainda não teve o tempo necessário para ler e compreender, largamente, aquilo que veio antes dele, e vive na constante iminência de vir a não se auto-reconhecer naquilo que escreve enquanto novo autor. Com isto pretendo, de entrada, defender aqueles a quem se tenta colar o rótulo de novo: o ruído mediático é um inimigo feroz da poesia, tanto quanto pode ferir o silêncio.

Esperar-se que um jornal, mesmo que um suplemento cultural, faça a resenha de um movimento ou de uma geração é, ainda, esperar de mais. A principal crítica que se poderá fazer ao texto de Queirós é não ficar claro, em momento algum, se estamos perante uma reportagem ou um artigo de opinião. Essa hibridez joga contra o texto. Soa um pouco como uma tentativa de compensar a falta de atenção que se dá a poesia com um fácil engano: jogar a poesia para a primeira página quando ninguém está habituado a encontrá-la sequer na última. Isto deixa em cheque tanto quem escreve como quem lê. Mas eu não me venho aqui queixar do destaque que se dá: para quem vive na poesia e pela divulgação da poesia, qualquer esmola é satisfatória e permite acreditar que o futuro, se o houver, será melhor.

Queirós confirma no seu texto algumas verdades há muito constatadas: a poesia, mesmo a famosa, pouco ou nada vende, as livrarias, na sua maioria, não lhe reservam espaço, os jornais tanto menos, as editoras olham-na como uma possibilidade de prestígio mais do que um verdadeiro programa editorial. Se olharmos o panorama editorial português, só a Deriva cumpre enquanto editora de poesia: tem um programa editorial constante, pensado, em que a apresentação dos autores resume um posicionamento sobre o fenómeno poético. A isso junta uma capacidade de estar presente na maior parte das livrarias nacionais, através de uma distribuidora consistente. Mais nenhuma editora cumpre estes requisitos, programa e distribuição, para além de que os livros desta editora, sedeada no Porto, têm gozado, na imprensa, até de alguma atenção, com anúncios de publicações e críticas.

Mas o ponto inicial do texto de Queirós vem trazer à discussão um tema que tem dividido os leitores e os poetas portugueses desde os anos 70: precisará a poesia de um crítico que a justifique? Serão as gerações coisas de críticos e não de poetas? Que contributo poderá dar um crítico a uma geração? Falo disto também num tempo em que a crítica da poesia, e de toda a literatura, passou a ser coisa de jornal, e os jornais, então, coisa de leitura rápida e facilmente esquecida. Se Manuel de Freitas e Pedro Mexia, pertencentes a essa "nova geração" de que Queirós fala, são os críticos dos anos 90, que contributo têm dado, ou estão dispostos a dar, para a produção de material crítico sobre os poetas do séc.XXI? A meu ver, estará aqui o engano, não só deste texto, mas da própria ideia de geração na poesia, pelo menos na actual poesia portuguesa. Uma geração que não se conhece, nem reconhece, que pouco se encontra, que não fala e não discute, é uma geração que não existe. Faria todo sentido juntar, numa lista de novíssimos (ou de outra coisa qualquer) gente que publicou já sete livros a gente que não publicou nenhum se, de facto, fosse gente que trabalhasse em conjunto, se reunisse para problematizar o que é ou não é a poesia de agora. Mas como isso não acontece, não fazemos mais do que jogar à sorte a possibilidade de adivinhar um novo poeta num só poema.

Não acreditando em gerações, eu, não acredito mesmo nada numa geração do século XXI. Porque esta nossa capacidade de encontrar "um qualquer obscuro poeta norte-americano" nos tem tirado, muitas vezes, a vontade de ir até a uma biblioteca folhear aqueles que, antes de nós, escreveram na nossa língua. E não há geração sem língua, sem história. Os melhores de nós serão aqueles que até mais tarde souberem reinventar a sua língua e a sua poesia. Isso dar-lhes-á a possibilidade de, então, apontar para entre os jovens que serão a novíssima geração do segundo quarto do século XXI. A única certeza que temos hoje é que, nesse gesto, iremos, com certeza, acertar ao lado.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Há uma geração de poetas portugueses do séc. XXI?

Deve um poeta indignar-se por haver um enorme silêncio à sua volta ou deve aproveitar para continuar a escrever?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais algumas notas sobre Livros Escolares

Iniciou-se o ano lectivo, e faz-se uma actualização da apreciação ao trabalho das diversas editoras de livro escolar. Comecemos pelas que tinham uma apreciação positiva. No que toca à Plátano/Didáctica, nada há a alterar em relação ao antes exposto. Já no que toca à Constância/Santillana, um reparo a uma situação que está a acontecer esta semana: o mesmo cash passou a atender livreiros e professores, em simultâneo, sendo que os professores, por não terem ficha de cliente criada, ocupam as caixas muito mais tempo. Como exemplo, uma visita que teria durado pouco mais de 5 minutos, prolongou-se por mais de meia hora, com direito a assistir a uma discussão entre um professor insatisfeito (ah, se ele fosse livreiro) e a funcionária da caixa. Pela falta de respeito aos livreiros, neste caso concreto, a Constância leva negativa.

A Porto Editora teve uma apreciação negativa na anterior avaliação. Tendo melhorado os prazos de entregue e voltado a responder eficazmente aos pedidos feitos no site, melhorou aquilo que poderia melhorar, no imediato. Existem poucos livros esgotados, o que também é um ponto positivo. O lado negativo, a rever no próximo ano, é o olhar o livreiro com desconfiança.

Do Grupo Leya, o melhor é não falar. O que dizer de uma empresa que não dá previsão nenhuma sobre uma série de livros que nunca conseguiu colocar no mercado, que sugere aos seus clientes por todo o país para se deslocarem até Lisboa a um cash que só dispõe de duas caixas a trabalhar em permanência? Uma empresa que não permite que os clientes levem o carro até à entrada do armazém onde vendem os livros, sugerindo o estacionamento num parque mínimo e pelas ruas em redor do armazém? O cenário, ontem, às 18 horas era o seguinte: armazém com pouquíssimos livros (e clara incapacidade para repor os stocks em falta); uma dezena de pessoas à porta do armazém, à espera de conseguir um carrinho para transportar as compras (não havia nem um disponível); uma fila de 30 a 40 pessoas, para conseguir chegar às caixas. Numa só palavra, o caos. Nota muito muito negativa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Serviço Público (já vem tarde)

Primeiro Curso de Pós-Graduação em Literatura Infantil. Já abriram as inscrições, na Universidade Católica de Lisboa.

(está tudo aqui)