a história desta edição nasceu em 2006, quando em conversa com o Xavier Queipo fiquei a saber de uma primeira edição do seu primeiro livro, que teria saído numa editora da qual não havia notícias já há alguns anos. de facto, essa edição perdera-se no turbilhão do mundo editorial, tal como a editora. ao longo destes anos, a conversa e o interesse em fazermos uma reedição do Árctico foi sendo trabalhada, aproveitando até uma revisão para uma nova edição em castelhano. a tradução desta obra foi feita pelo manuel a. domingos, tendo usado essa nova versão e a versão original para resolvermos alguns problemas que nos colocava o texto. também foram sugeridas alterações de pormenor, de modo a que o texto, mantendo-se fiel à intenção original, possa ganhar algo mais para o leitor em português.
na capa do livro encontra-se uma frase "será que os livros são como as marés?". é essa frase que percorre todo o texto, em que encontramos histórias do mar, dos livros e das formas como eles são escritos. para muitos, este pode ser um livro de literatura fantástica. pessoalmente, diria antes que é um livro de realismo para os apaixonados pelos livros.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
[correntes 2009] e agora...
...se quiserem saber de mim, estou na mesa das apresentações, ali em baixo.
[correntes 2009] olha quem chegou
o morales, da revista os meus livros, terá sido um dos últimos a chegar, mas vem bem a tempo da festa.
[correntes 2009] i can get no satisfaction
quiroga queixa-se da atenção que dão à literatura portuguesa na galiza.
a mim parece-me que lá se preocupam mais do que aqui.
a mim parece-me que lá se preocupam mais do que aqui.
[correntes 2009] a apresentação da manhã
juntaram-se na mesa três pessoas que haviam estado numa mesma mesa, no mesmo lugar, em 2006: eu, o queipo e o catarino. para além de nós, a filipa leal, uma poeta que eu considero muito. queipo fala de como é cientista e artistas, dos seus livros, tão diferentes entre si, obras de arte de uma mente inquieta, sempre em movimento. valeu a pena!
[correntes 2009] o mundo pequeno
mesa de almoço onde estão portugueses, alemães, galegos, escritores, jornalistas, agentes, autores, editores.
a alemã que vive numa galiza é da mesma cidade que o alemão que fala brasileiro.
a agente galega é amiga de uma amiga de um escritor português.
fala-se galego, português e alemão.
come-se peixe.
bebe-se vinho.
há alegria.
a alemã que vive numa galiza é da mesma cidade que o alemão que fala brasileiro.
a agente galega é amiga de uma amiga de um escritor português.
fala-se galego, português e alemão.
come-se peixe.
bebe-se vinho.
há alegria.
[correntes 2009] a frente
na sala internet da casa da juventude, joão pombeiro, eu e o nuno seabra lopes a matraquear teclados (parece não haver ansiedades de post's em branco, por aqui). antes daqui chegar, paulo ferreira nas escadas, a dar-me em primeira mão a notícia da compra da cavalo de ferro pela fundação agostinho fernandes. quem está à frente, está na póvoa, por estes dias...
[correntes 2009] manuel gusmão
uma das pessoas que mais admiro no mundo da literatura, manuel gusmão, chegou ontem à noite. hoje tive a oportunidade de lhe oferecer um exemplar do meu livro, referindo-lhe que tinha o seu nome no meio de um poema. ainda não sei o que ele pensa disso.
[correntes 2009] o sol
o sol invadiu definitivamente a póvoa de varzim. depois de almoço, saí a passear com o Carlos Quiroga, para iluminarmos a nossa respiração e falar um pouco de algo que não sejam livros (e nisto não tivemos inteiro sucesso). começa a ficar difícil escolher entre aproveitar a tarde quente ou enfrentas o auditório quente. uma coisa é certa: os friorentos estão felizes.
[correntes 2009] a uruguaia
Andrea Blanqué está profundamente apaixonada pela literatura. dá vontade de sair a correr em busca dos livros dela.
[correntes 2009] é hoje
é hoje o meu dia. às 12h30, xavier queipo e árctico, da livrododia. às 17h eu e a cabeça de fernando pessoa, editado pela ardósia. tudo na casa da juventude. da póvoa. de varzim.
[correntes 2009] segredos
outros revelam meus segredos, eu revelo segredos dos outros. este ano vai ser possível ler os primeiros livros de valter hugo mãe para crianças. (e escrevo isto com um grande sorriso de felicidade)
[correntes 2009] millás (2)
Juan José Millás não é apenas cara de velório. é também um daqueles escritores que, ficando nós na dúvida se o faz de propósito ou se lhe é inevitável, nos conquista para os seus livros sem falar neles. a apresentação do seu livro foi, resumidamente, esta anedota:
uma família deseja muito ter um filho e, como concetrava nele todas as esperanças futuras do clã, decidiu dar-lhe o nome de Formidável. no entanto, o pequeno Formidável, para além de estar sempre doente, era enfezado e pequenino. assim, na escola toda a gente gozava com o seu nome, Formidável, tão longe daquilo que ele era realmente. quando cresceu, no escritório, continuou a ser gozado pelo seu nome, e sofria com os seus colegas que lhe chamavam Formidável sempre com ar de gozo.
no seu leito de morte, a sua mulher perguntou-lhe qual seria o seu último desejo. ele respondeu-lhe "só desejo uma coisa: que na minha lápide não escrevas o meu nome. respeitando a vontade do falecido, a sua mulher deixou esta dedicatória na campa: Aqui jaz um homem que amou e foi fiel à sua mulher durante toda a vida. e o que resultou disto foi que, no cemitério, toda a gente que passava junto à campa e olhava para a lápide e não conseguia deixar de exclamar: é formidável!
uma família deseja muito ter um filho e, como concetrava nele todas as esperanças futuras do clã, decidiu dar-lhe o nome de Formidável. no entanto, o pequeno Formidável, para além de estar sempre doente, era enfezado e pequenino. assim, na escola toda a gente gozava com o seu nome, Formidável, tão longe daquilo que ele era realmente. quando cresceu, no escritório, continuou a ser gozado pelo seu nome, e sofria com os seus colegas que lhe chamavam Formidável sempre com ar de gozo.
no seu leito de morte, a sua mulher perguntou-lhe qual seria o seu último desejo. ele respondeu-lhe "só desejo uma coisa: que na minha lápide não escrevas o meu nome. respeitando a vontade do falecido, a sua mulher deixou esta dedicatória na campa: Aqui jaz um homem que amou e foi fiel à sua mulher durante toda a vida. e o que resultou disto foi que, no cemitério, toda a gente que passava junto à campa e olhava para a lápide e não conseguia deixar de exclamar: é formidável!
[correntes 2009] lançamentos
depois do jantar, são lançados oito livros no novotel vermar. 17 pessoas na mesa, numa sala que mais parece uma sauna. Ignacio del Valle, entre outras comparações futebolísticas, avisa "somos como uma equipa de futebol, temos os titulares e os que ficam mais atrás, no banco". (procurem algures as fotografias e perceberão de que falava Ignacio)
[correntes 2009] millás (1)
Juan Jose Millás mantém-se, a maior parte do tempo, com a cara de quem assiste, impávido, a um velório de um desconhecido. "sabemos que a vida é absurda, só ainda não percebemos em relação a quê".
[correntes 2009] o que tem Alice
Alice Vieira demorou dez anos para aceitar o convite das Correntes d'Escritas. mas ainda bem que aceitou. vivacidade, graça, intimidade, a sua apresentação conquistou, por completo, a plateia de quinta-feira à tarde.
[correntes 2009] do tempo
para quem conhece a escrita de Luís Fernando Veríssimo, é um choque perceber que tanta verve corresponde a um homem tão sóbrio e pacato. termina a sua sessão com esta tirada: "tinha um tempo máximo para falar, será que tem um tempo mínimo?"
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
[correntes 2009] esta noite
ainda estão a tempo de vir até à póvoa de varzim para, logo à noite, assistir às apresentações dos livros de (entre outros) António Cícero e Eucanaã Ferraz. dois brasileiros bem europeus, mas talvez dos escritores mais doces e simpáticos que se podem encontrar por aqui nestes dias. ah, e muito importante, ambos escrevem daqueles livros de nos deixar a pensar por muito muito tempo.
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