Pede-me o
Manuel Domingos que indique 10 livros que não mudaram a minha vida. Se eu estivesse em casa, poderia enumerar bem uns 200, talvez muito mais, se buscasse na base de dados da BN ou da APEL.
Explicito duas coisas: os livros de que não gosto, não leio. Ficou, quase sempre, com os livros por terminar. A minha taxa de sucesso em ler um livro do princípio ao fim é quase nula, acontecendo muito mais nos livros de poesia do que na ficção. Leio apenas aquilo que procuro no livro e, bem vistas as coisas, talvez eu procure muito pouco (ou procure tanto que ando sempre a trocar de leitura). A segunda coisa é que são 17h33 de um Sábado e há 11 horas atrás estava eu a terminar um recital de poesia num bar, seguido de sessão de cantoria acompanha à guitarra por alguns resistentes e os funcionários do bar. A cabeça pode não estar no seu máximo funcionamento.
Segue a lista:
1-
A Síbila, da Agustina - 8 capítulos quando tinha 17, 18 anos. Apesar de adorar ouvi-la, nunca mais tive coragem para a ler. O livro foi oferecido a uma colega de faculdade para não ser encontrado, no futuro, na minha biblioteca.
2- Poesias, da
Florbela Espanca - nunca tive paciência para o "ser poeta é ser mais alto" da suícida da praia de Matosinhos
3- O
Segredo, de Rhonda Byrne - duas páginas e uma reportagem de jornal chegaram para o recusar.
4- Todos os Livros do
Paulo Coelho - li um página, sentado na mesa do bar da Faculdade de Direito. Não é a minha praia.
5- Contos, de Miguel
Torga - não consigo engolir a pedra.
6- Poemas de Deus e do Diabo, José
Régio- não vou por aí.
7-
Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago - bleargh
8- Anuário da
Fórmula 1 1995 - mais ou menos quando percebi que ver carros a andar às voltinhas não tinha piada nenhuma
9- Arquitectura Mourisca - um tema que me fascina embrulhado pela
Taschen num texto perfeitamente entediante
10 - Livros de
Cheques - Nunca tive um livro meu, nem nunca me deram um cheque com um número que eu não conseguisse visualizar facilmente (helás!)