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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

[Correntes d'Escritas] a lusofonia

Do lado do público, alguém pergunta pela poesia portuguesa e pela poesia lusófona.
Ondjaki diz já se ter habituado, nos congressos, a ouvir falar de Portugal, Brasil e dos Países Lusófonos; "foda-se, somos nós", diria Manuel Rui.

Existe de facto uma barreira invisível entre o português dos nossos e o português dos outros. Uma barreira que se não reconhece, da qual se prefere não falar, misturando países, línguas e culturas em diferentes sacos, conforme às conveniências.

Alguma irritação pela sala, algum desdizer - mas o importante já tinha sido lançado: poder-se-á falar de uma comunidade lusófona onde os pares não se reconheces enquanto tal?

[Correntes d'Escritas] Nunca te tinha visto


o valter é cinco estrelas

[Correntes d'Escritas] Olheiras II

O José Mário Silva também já chegou, mas com olheiras de Lisboa.

[Correntes d'Escritas] Olheiras

Sim, chegaram as olheiras aos Correntes d'Escritas.

Passaram agora duas noites depois do início deste encontro.

[Correntes d'Escritas] Mestre

Juan Carlos Mestre evidencia-se a cada passo. Passeia a sua elegância pelos corredores do encontro, sempre com um sorriso e um afecto para quem se cruza com ele. Depois do depoimentos da tarde, entra em cena na leitura de poesia, munido de uma concertina, para dizer o seu poema Cavalo Morto , naquele que foi o grande momento da noite.

cada amor que acaba é um cemitério de abraços e Cavalo Morto é um lugar que não existe

[Correntes d'Escritas] O Soba das anedotas

Manuel Rui, entre gargalhadas

Sabes que na América vai deixar de haver Casa Branca? Vai passar a haver Casa Mulata.

[Correntes d'Escritas] Olha que três

Eu, o Quiroga e o Michael, na União Portugal - Galiza - Alemanha, junto ao bar, a provar a cerveja da Póvoa, a falar sobre livros, projectos que surgem assim, da conversa lado a lado.

As Correntes também são isto.

[Correntes d'Escritas] O Cão Científico

Quando um cão ladra para outro cão, não ladra como ladra para um homem. O cão sabe que, para o homem, não vale a pena ladrar científicamente

Aurelino Costa

[Correntes d'Escritas] Poesia

Na primeira mesa de debate, memoráveis palavras de Juan Carlos Mestre, Aurelino Costa, Manuel Rui, Carlos do Carmo e Manuela Azevedo, a dar a palavra a voz, a voz à palavra. Depoimentos pessoais, poéticos e intensos, cheios de intimidade.

Sair do Auditório com uma vontade imensa de chorar.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

[Correntes d'Escritas] Gastronomia e Mesa

Uma boa parte do Correntes d'Escritas faz-se sentado à mesa - dos restaurantes, do bar do hotel. Ao almoço de hoje, partilho a conversa com João Paulo Cuenca, brasileiro, e Eduardo Halfon, guatemalteco. A conversa passa por Espanha, Brasil e Portugal, memórias de outros encontros, curiosidades sobre os momentos da literatura em cada uma das latitudes. Come-se Bacalhau Assado no Forno. Como diz o Ricardo Duarte, do JL, temos que estar preparados para o "roteiro gastronómico".

Durante a conversa, percebe-se que mercados português e espanhol estão ao mesmo nível, mais coisa menos coisas, número de exemplares por edição e preços de livros são a mesma coisa. Eduardo confessa que está agora mais tranquilo, enquanto escritor, devido aos avanços que vai recebendo. Cuenca, o brasileiro, dois romances publicados na Rocco e cronista do Globo, diz que devido ao jornal (com uma edição média semanal de 350 mil exemplares), já é reconhecido."É aí que eu quero estar", diz. Sem dúvida, um bom lugar.

[Correntes d'Escritas] a polícia

Uma carrinha da Polícia ameaça multar alguns dos carros que estão parados em frente ao Casino. Daniel Mordzinski, fotógrafo de serviço, corre, em busca de "acçã0".

Não deu em nada.

As Correntes seguem dentro de momentos...

[Correntes d'Escritas] os prémios

E o vencedor do Prémio Literário Casino da Póvoa é o Ruy Duarte Carvalho, com o livro desmedida, que saiu pelos Livros Cotovia.

E a vencedora do Prémio Correntes d'Escritas/ Papelaria Locus é Leonor Campos, pseudónimo de Maria Beatriz Moura, de Fânzeres, Gondomar.

(Ah, e no Casino da Póvoa, onde se realizou a sessão de abertura, fuma-se no Hall)

[Correntes d'Escritas] os grandes

Hoje de manhã, à saída do hotel, logo após o pequeno-almoço, deu-se pelo aparecimento dos grandes grupos editorias: uma dúzia de smart's no parque de estacionamento, cada um deles a divulgar a imagem de um autor da Dom Quixote.

[Correntes d'Escritas] abertura

Já começou.

Cheguei à Póvoa de Varzim perto das 20 horas de ontem, terça-feira, e já toda a gente se preparava para o jantar. Os reencontros entre aqueles que aqui aportam todos os anos deram-se entre abraços e sorrisos. O Waldir Araújo estava ansioso, porque ainda não tinha sequer visto o seu livro. Levei-o até ao carro e teve direito a ser o primeiro, aqui na Póvoa, a passar os dedos pelas páginas, agora publicadas, com os seus contos. O homem anda feliz e nervoso, a apresentação, ontem à noite, foi um sucesso. O Ondjaki, que já lhe havia prefaciado o livro, fez as honras da casa e convidou a assistência a ler o livro. O Waldir, apesar do treme-treme das mãos, também se saiu muito bem, e não hesito em dizer que fomos os reis das apresentações, ontem à noite, no Novotel Vermar.

A noite seguiu longa. Eu, a contas com a renite alérgica, retirei-me mais cedo, mas dizem as más-línguas, e as olheiras, que a primeira noite dos Correntes quase chegou ao segundo dia.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma questão de língua

Volta à ordem do dia a discussão acerca da língua portuguesa com o anúncio de intenções do Governo Português em avançar para a ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico. APEL e SPA colocam-se na linha da frente para combater esta medida que, segundo argumentos apresentados no Público Online, será prejudicial para o ensino da língua, para o posicionamento de editoras portuguesas no mercado dos PALOP e, ainda, contrário ao esforço que tem vindo a ser desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura.

O que a APEL e a SPA não perceberam, com toda a certeza, é que o inevitável não se trava com o acessório. Os 15 anos de silêncio que são referidos na notícia são 15 anos de oportunidade perdidos, pensando que se poderia estar a entrar numa nova era da edição portuguesa com todas as ferramentas preparadas para estarmos presentes em todos os países de língua oficial portuguesa. Não foi, na minha opinião, o Acordo Ortográfico que parou, foi, claramente, o conjunto dos agentes da edição que fizeram por o esquecer, mostrando-se agora surpreendidos com o que há muito era esperado.

Alegrem-se, pois, os falantes da língua. Vamos finalmente ter uma língua portuguesa universal e abrangente, que nos colocará a par dos falantes das outras línguas europeias que se expandiram pelo mundo e vamos deixar de ter na nossa língua, a pose colonialista de Academia que fala diferente dos demais.

sábado, 1 de setembro de 2007

10 livros que não mudaram a vida do gajo que escreve neste blogue

Pede-me o Manuel Domingos que indique 10 livros que não mudaram a minha vida. Se eu estivesse em casa, poderia enumerar bem uns 200, talvez muito mais, se buscasse na base de dados da BN ou da APEL.

Explicito duas coisas: os livros de que não gosto, não leio. Ficou, quase sempre, com os livros por terminar. A minha taxa de sucesso em ler um livro do princípio ao fim é quase nula, acontecendo muito mais nos livros de poesia do que na ficção. Leio apenas aquilo que procuro no livro e, bem vistas as coisas, talvez eu procure muito pouco (ou procure tanto que ando sempre a trocar de leitura). A segunda coisa é que são 17h33 de um Sábado e há 11 horas atrás estava eu a terminar um recital de poesia num bar, seguido de sessão de cantoria acompanha à guitarra por alguns resistentes e os funcionários do bar. A cabeça pode não estar no seu máximo funcionamento.

Segue a lista:

1- A Síbila, da Agustina - 8 capítulos quando tinha 17, 18 anos. Apesar de adorar ouvi-la, nunca mais tive coragem para a ler. O livro foi oferecido a uma colega de faculdade para não ser encontrado, no futuro, na minha biblioteca.
2- Poesias, da Florbela Espanca - nunca tive paciência para o "ser poeta é ser mais alto" da suícida da praia de Matosinhos
3- O Segredo, de Rhonda Byrne - duas páginas e uma reportagem de jornal chegaram para o recusar.
4- Todos os Livros do Paulo Coelho - li um página, sentado na mesa do bar da Faculdade de Direito. Não é a minha praia.
5- Contos, de Miguel Torga - não consigo engolir a pedra.
6- Poemas de Deus e do Diabo, José Régio- não vou por aí.
7- Ensaio sobre a Cegueira, do Saramago - bleargh
8- Anuário da Fórmula 1 1995 - mais ou menos quando percebi que ver carros a andar às voltinhas não tinha piada nenhuma
9- Arquitectura Mourisca - um tema que me fascina embrulhado pela Taschen num texto perfeitamente entediante
10 - Livros de Cheques - Nunca tive um livro meu, nem nunca me deram um cheque com um número que eu não conseguisse visualizar facilmente (helás!)