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terça-feira, 13 de novembro de 2007
blogues supostamente bons que na nossa imaginação poderiam ser muito melhores
Bara Bröst, é como se chama.
Não percebendo eu patavina de sueco, posso no entanto dizer, já que vi por interposta pessoa anunciado, que se trata de um blogue criado por um grupo de cidadãs suecas que reivindicam o seu direito a fazer topless nas piscinas da, infelizmente, longínqua Suécia.
Solidariedade, alguém?
Não percebendo eu patavina de sueco, posso no entanto dizer, já que vi por interposta pessoa anunciado, que se trata de um blogue criado por um grupo de cidadãs suecas que reivindicam o seu direito a fazer topless nas piscinas da, infelizmente, longínqua Suécia.
Solidariedade, alguém?
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Um tiro na têmpora
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
A malta da escola
Um relatório do Alto Conselho para a Educação Francês que será hoje entregue ao Presidente Nicolas Sarkozy nota que o ensino básico não resolve o problema maior que lhe é colocado: se com os bons alunos, se continuam a fazer óptimos resultados, com os "maus alunos", cerca de 300 000 crianças, na sua generalidade vindas de meios desfavorecidos, a escola não cria alternativas nem apresenta resultados.
Não deixa de ser curioso olhar para o Ensino em Portugal em comparação com estes dados. É prática conhecida a criação de "boas" e "más" turmas, que criam ambientes propícios aos supostos bons alunos e que colocam no mesmo saco crianças com dificuldades de aprendizagem, alunos que no ano anterior passaram à rasca, miúdos com todo o tipo de problemas. A partir daí, fica difícil pedir a um professor que faça milagres, aliás, bem sabemos que a grande maioria da classe de educadores não é muito dada a espíritos de sacrifício.
Lembro-me que na minha turma de 12º ano havia desde mentes brilhantes a alunos que mal sabiam escrever uma frase. Isso nunca foi motivo de atraso dos melhores, permitiu aos que tinham mais dificuldades beneficiar do apoio de colegas que estavam melhor preparados. A guetificação do ensino cria uma classe de desprotegidos, que prolongam as suas carências fora da escola para dentro do universo escolar. Quando se fecha os olhos a isto, não se está a fazer nada pelo futuro de um país.
Não deixa de ser curioso olhar para o Ensino em Portugal em comparação com estes dados. É prática conhecida a criação de "boas" e "más" turmas, que criam ambientes propícios aos supostos bons alunos e que colocam no mesmo saco crianças com dificuldades de aprendizagem, alunos que no ano anterior passaram à rasca, miúdos com todo o tipo de problemas. A partir daí, fica difícil pedir a um professor que faça milagres, aliás, bem sabemos que a grande maioria da classe de educadores não é muito dada a espíritos de sacrifício.
Lembro-me que na minha turma de 12º ano havia desde mentes brilhantes a alunos que mal sabiam escrever uma frase. Isso nunca foi motivo de atraso dos melhores, permitiu aos que tinham mais dificuldades beneficiar do apoio de colegas que estavam melhor preparados. A guetificação do ensino cria uma classe de desprotegidos, que prolongam as suas carências fora da escola para dentro do universo escolar. Quando se fecha os olhos a isto, não se está a fazer nada pelo futuro de um país.
sábado, 25 de agosto de 2007
Eduardo Prado Coelho (1944 - 2007): obituário

Não será lembrado pelos seus escritos sobre literatura, os vários textos que lhe li, de uma fase mais activa nessa matéria, a nível académico, entre os anos 70 e 80, são quase sempre pouquíssimo estimulantes, assim como aqueles que foi escrevendo para jornais. No fundo, lia-se Eduardo Prado Coelho porque era o Eduardo Prado Coelho, e por mais nada.
Filho de um nome enorme dos Estudos Literários Portugueses, discípulo de um estilo francês fora da corrente dos nossos dias, Prado Coelho usou das influências e tentou marcar o dia-a-dia do país com as suas crónicas diárias. Não ficarão na história também esses relatos, apesar de muito lidos. Aqueles que insistem em ver o país como se ele fosse a Praça do Saldanha estão, constantemente, expostos ao ridículo de falar sobre algo que não existe como se fosse essa a única verdade.
Será lembrado como o Castilho do Entre Séculos XX e XXI - estava no topo, mandou, escolheu, definiu, foi vangloriado e ridicularizado pelos seus pares, sem que o mundo tenha saído por um segundo dos carris por influência sua.
Suspeita-se, apesar de tudo, que tenha sido muito feliz.
Paz à sua alma.
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
legalização a preço de custo
Uma criança russa encontra-se entre a vida e a morte depois de ter caído de um quarto andar em Amiens, França, no momento em que a polícia, com a ajuda de um serralheiro, se preparava para entrar na sua casa e prender os seus pai e mãe, russos, com 33 e 29 anos de idade.Este casal encontra-se em França desde 2003 e esgotou recentemente todas as possibilidades de legalização através de pedidos de asilo político. A polícia preparava-se para entrar no apartamento depois dos dois cidadãos russos terem falhado uma convocatória para se apresentarem junto dos Serviços de Emigração Franceses.
Segundo o RESF (Réseau Education Sans Frontiéres) têm-se intensificado nos últimos dias a perseguição a pais de alunos "sem-papéis" com vista à sua expulsão do país. Para Damien Nantes, activista ligado a esta organização "o que era, anteriormente, uma situação excepcional, passou a ser medida recorrente, mesmo antes que o processo administrativo esteja dado como terminado".
Fonte da informação: www.liberation.fr
quarta-feira, 25 de julho de 2007
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Dos preços dos livros II
"se para comer temos cuidados e procuramos produtos que sejam mais saudáveis, melhores, mais agradáveis (e não só mais baratos), por que não o fazer com um produto que só compramos por prazer ou interesse?"
Nuno Seabra Lopes no Extratexto
Nuno Seabra Lopes no Extratexto
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Dos preços dos livros
No blogue da Livrododia, alguém designado como Maria, queixa-se do preço do novo livro Harry Potter and the Deathly Hallows, dizendo que na Fnac é mais barato. Por razões institucionais e porque o que eu passo a escrever é apenas uma opinião pessoal, respondo aqui.
Como eu já estou farto de ouvir dizer que os preços na Fnac são mais baratos, o que eu já percebi, aliás não custa nada perceber, basta lá ir e ver, gostaria talvez de explicar às pessoas que me dizem repetidamente que os preços da Fnac são mais baratos porque é que os preços da Fnac são mais baratos. Julgo que se todos tiverem três minutos para ler isto possam deixar de me chatear a cabeça com os preços.
Comecemos pelo óbvio - e esta informação está no site da Fnac, é pública, podia ter visto, Maria - o preço de venda ao público do livro é de 28, 5 € (vinte e oito euros e cinquenta cêntimos). É o preço que está no contrato de fornecimento assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, e há-de ser o preço que está assinado no contrato assinado entre a Fnac e a Penguin Books. A partir daí, cada livreiro pode praticar o desconto que bem lhe apetecer, porque sendo um livro estrangeiro, não está debaixo da alçada da Lei do Preço Fixo que controla os descontos praticados pelos livreiros em Portugal (para saber mais sobre esta lei, pode ir ler aqui, Maria). Ora, acontece que no contrato assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, a Livrododia beneficia de um desconto de 30% sobre o preço de venda ao público do livro. A Livrododia decidiu ceder 10% dessa margem para os nossos clientes e assim vende o livro a 25, 65 € (vinte e cinco euros e sessenta e cinco cêntimos). O desconto praticado para a Fnac pela Penguin Books não sei quanto será, mas pela lógica do mercado, será sempre mais de 40%, seja pela quantidade que a Fnac compra, seja porque a Fnac não vende livros de editoras que não pratiquem esse tipo de descontos (os livros mais baratos da Fnac não são uma cedência da Fnac aos seus clientes, são uma cedência das editoras à Fnac, Maria). Para vender o livro a 22, 95 € (vinte e dois euros e noventa e cinco cêntimos), a Fnac pratica um desconto ao cliente de 19, 5 % - está no site deles, Maria - o que significa que, sendo verdade que a Fnac disponha de um desconto da editora de, pelo menos, 40%, logo a Fnac ganha 20,5% em cada livro que vende, enquanto a Livrododia ganha 20%.
Ora, Maria, eu não quero ser a Fnac, nem posso ser a Fnac, não serei nunca a Fnac. A Fnac tem lojas em vários países, várias lojas em vários países, só em Portugal são mais de dez, e a Fnac cobra dinheiro pela exposição dos livros nas suas prateleiras, e a Fnac cobra dinheiro para que os livros apareçam nos tops de vendas e no site, e a Fnac cobra dinheiro extra às editoras por cada vez que abre uma nova loja e a Fnac dispõe de descontos superiores aos que a Livrododia dispõe numa média de 10%. A Livrododia tem duas pequenas lojas em Torres Vedras, expõe os livros que considera melhores, tem um top verdadeiro, coloca em destaque no site os livros dos autores que edita e daqueles que se dispõem a vir à nossa loja fazer sessões de autógrafos, é pressionada para pagar sempre sempre a 30 ou 60 dias sob o risco de ver os fornecimentos cortados, e para abrir a nova loja ou para realizar a Feira do Livro de Santa Cruz investe do seu próprio bolso, correndo o risco de estar a ganhar dinheiro e esforço das poucas pessoas que trabalham para a Livrododia para poder servir os seus clientes, estimulando e facilitando o acesso ao livro a todos aqueles que vivem ou visitam o concelho de Torres Vedras. Só para lhe dar um exemplo, no passado sábado, todos os sócios da Livrododia, alguns familiares e alguns funcionários, estiveram, gratuita e voluntariamente até às quatro da madrugada para que a Feira do Livro de Santa Cruz estivesse aberta ao público no domingo. E é devido a esforços desses que, pela primeira vez vai ser possível comprar um livro lançado em língua estrangeira no próprio minuto em que esse livro é lançado mundialmente no concelho de Torres Vedras.
Maria, se tudo isto não merece os 2,7€ (dois euros e setenta cêntimos) a mais que lhe custará comprar o Harry Potter na Livrododia, então eu peço-lhe, de verdade, que compre o livro na Fnac. Com certeza ficará muito mais feliz e bem servida.
Como eu já estou farto de ouvir dizer que os preços na Fnac são mais baratos, o que eu já percebi, aliás não custa nada perceber, basta lá ir e ver, gostaria talvez de explicar às pessoas que me dizem repetidamente que os preços da Fnac são mais baratos porque é que os preços da Fnac são mais baratos. Julgo que se todos tiverem três minutos para ler isto possam deixar de me chatear a cabeça com os preços.
Comecemos pelo óbvio - e esta informação está no site da Fnac, é pública, podia ter visto, Maria - o preço de venda ao público do livro é de 28, 5 € (vinte e oito euros e cinquenta cêntimos). É o preço que está no contrato de fornecimento assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, e há-de ser o preço que está assinado no contrato assinado entre a Fnac e a Penguin Books. A partir daí, cada livreiro pode praticar o desconto que bem lhe apetecer, porque sendo um livro estrangeiro, não está debaixo da alçada da Lei do Preço Fixo que controla os descontos praticados pelos livreiros em Portugal (para saber mais sobre esta lei, pode ir ler aqui, Maria). Ora, acontece que no contrato assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, a Livrododia beneficia de um desconto de 30% sobre o preço de venda ao público do livro. A Livrododia decidiu ceder 10% dessa margem para os nossos clientes e assim vende o livro a 25, 65 € (vinte e cinco euros e sessenta e cinco cêntimos). O desconto praticado para a Fnac pela Penguin Books não sei quanto será, mas pela lógica do mercado, será sempre mais de 40%, seja pela quantidade que a Fnac compra, seja porque a Fnac não vende livros de editoras que não pratiquem esse tipo de descontos (os livros mais baratos da Fnac não são uma cedência da Fnac aos seus clientes, são uma cedência das editoras à Fnac, Maria). Para vender o livro a 22, 95 € (vinte e dois euros e noventa e cinco cêntimos), a Fnac pratica um desconto ao cliente de 19, 5 % - está no site deles, Maria - o que significa que, sendo verdade que a Fnac disponha de um desconto da editora de, pelo menos, 40%, logo a Fnac ganha 20,5% em cada livro que vende, enquanto a Livrododia ganha 20%.
Ora, Maria, eu não quero ser a Fnac, nem posso ser a Fnac, não serei nunca a Fnac. A Fnac tem lojas em vários países, várias lojas em vários países, só em Portugal são mais de dez, e a Fnac cobra dinheiro pela exposição dos livros nas suas prateleiras, e a Fnac cobra dinheiro para que os livros apareçam nos tops de vendas e no site, e a Fnac cobra dinheiro extra às editoras por cada vez que abre uma nova loja e a Fnac dispõe de descontos superiores aos que a Livrododia dispõe numa média de 10%. A Livrododia tem duas pequenas lojas em Torres Vedras, expõe os livros que considera melhores, tem um top verdadeiro, coloca em destaque no site os livros dos autores que edita e daqueles que se dispõem a vir à nossa loja fazer sessões de autógrafos, é pressionada para pagar sempre sempre a 30 ou 60 dias sob o risco de ver os fornecimentos cortados, e para abrir a nova loja ou para realizar a Feira do Livro de Santa Cruz investe do seu próprio bolso, correndo o risco de estar a ganhar dinheiro e esforço das poucas pessoas que trabalham para a Livrododia para poder servir os seus clientes, estimulando e facilitando o acesso ao livro a todos aqueles que vivem ou visitam o concelho de Torres Vedras. Só para lhe dar um exemplo, no passado sábado, todos os sócios da Livrododia, alguns familiares e alguns funcionários, estiveram, gratuita e voluntariamente até às quatro da madrugada para que a Feira do Livro de Santa Cruz estivesse aberta ao público no domingo. E é devido a esforços desses que, pela primeira vez vai ser possível comprar um livro lançado em língua estrangeira no próprio minuto em que esse livro é lançado mundialmente no concelho de Torres Vedras.
Maria, se tudo isto não merece os 2,7€ (dois euros e setenta cêntimos) a mais que lhe custará comprar o Harry Potter na Livrododia, então eu peço-lhe, de verdade, que compre o livro na Fnac. Com certeza ficará muito mais feliz e bem servida.
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segunda-feira, 9 de julho de 2007
perguntas com respostas
A Fátima Campos Ferreira decidiu fazer um debate com os 12 candidatos à Câmara de Lisboa para provar que aquele debate sobre o Porto não era assim mau?
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Fundação José Saramago
José Saramago anunciou no Jornal de Letras a criação de uma fundação em seu nome que visa preservar e estudar a sua obra literária e espólio. A sede da fundação vai repartir-se entre Lisboa e Lanzarote, com representações em Azinhaga do Ribatejo e Castril (Córdoba).
Nesse anúncio, no entanto, uma coisa fica já clara - com a biblioteca pessoal do autor a ficar em Lanzarote, Saramago faz o seu statement para o futuro: ainda terão que aprender a ler-me em Portugal, eu quero ser investigado é em Espanha.
Olé!
Nesse anúncio, no entanto, uma coisa fica já clara - com a biblioteca pessoal do autor a ficar em Lanzarote, Saramago faz o seu statement para o futuro: ainda terão que aprender a ler-me em Portugal, eu quero ser investigado é em Espanha.
Olé!
terça-feira, 3 de julho de 2007
História da Edição
"as novas gerações tendem a pensar que, antes delas, só existia o caos e o vazio", diz o Manuel Alberto Valente, e com alguma razão. Ainda a semana passada um grupo de jovens que partia para o Canadá disputar o Mundial de Sub-20, dizia desconhecer o que se teria passado há uns 16 anos atrás, quando Figo e Companhia (na altura diria antes Peixe e Companhia, mas o futurismo é mesmo assim) foram campeões do mundo em Lisboa.
Mas as novas gerações precisam de alguém das gerações anteriores que lhes faça a história. E não vale de nada atirar a matar sobre os jovens quando uma grande quota parte da desinformação deles se deve, ora aí está, às gerações precedentes, tão pouco importadas em deixar registos do que foi feito. Uma história da edição? Ah, sem dúvida que sim, que é precisa. Não só para as novas gerações. Muita falta tem feito ela para quem há já muito se ocupa de editar e continua sem perceber que barco que mete água acaba por afundar...
Mas as novas gerações precisam de alguém das gerações anteriores que lhes faça a história. E não vale de nada atirar a matar sobre os jovens quando uma grande quota parte da desinformação deles se deve, ora aí está, às gerações precedentes, tão pouco importadas em deixar registos do que foi feito. Uma história da edição? Ah, sem dúvida que sim, que é precisa. Não só para as novas gerações. Muita falta tem feito ela para quem há já muito se ocupa de editar e continua sem perceber que barco que mete água acaba por afundar...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
livros escolares

Alguns ainda não sabem bem como vai ser. Outros já sabem que vai correr muito mal. Dizem que os livros não vão chegar - e para já, para já, a culpa é do Governo que muda as regras todos os anos. Ouve-se dizer que as coisas só começam daqui a uns tempos, outros sussurram que já há quem esteja preparado.
Enquanto isso, paizinhos e mãezinhas atiram-se com unhas e dentes ao descontinho, à listinha, ao isto e ao aquilo - e não importam as editoras ou as escolas, a culpa é do livreiro que é um incompetente e não trata dos nossos filhos como se eles fossem as coisas mais importantes do mundo.
Sim, é isso mesmo. Começou a época dos livros escolares. A pior coisa que pode acontecer a quem passa os dias numa livraria...
segunda-feira, 25 de junho de 2007
pa - ciên - cia
Em directo no Jornal da Noite da SIC, José Sócrates diz que com o Museu Berardo, "Lisboa fica mais capital". Não percebo. Joe Berardo, o senhor comendador, acrescenta, segundos depois, que "a cultura é muito bonita, mas sem cacau não há cultura, amigo". E eu penso para mim mesmo, ah!, esse capital...
Não há paciência, mesmo...
A Maria José Nogueira Pinto sabe que nós sabemos que ela sabe que fez parte de um governo do PSD, foi militante e vereadora eleita pelo CDS-PP e que está agora disponível para aparecer em actividades de campanha do PS.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Livros, Críticos, Ofertas e Amigos
Vale a pena fazer um esforço (e digo isto para aqueles que insistem que não percebem castelhano), e visitar este link para ler o desabafo do poeta David Gonzalez acerca de livros, críticos, ofertas e amigos.
E porque certas coisas me parecem tão importantes e lineares que, no meio de todo o barulho que fazemos neste trabalho de inventar, criar, fazer e vender livros, acabam por passar quase despercebidas, sabe muito bem haver alguém que nos relembra, exactamente, do lugar que ocupamos no mundo.
Por isso mesmo, e apesar de vos convidar veementemente a visitar e a ler o texto por inteiro, não resisto a colocar aqui algumas das passagens que eu vou tentar não esquecer:
"Considero que no es justo que los lectores de mi poesía, pocos o muchos, paguen 9, 12 o 18 euros por uno de mis libros, mientras ciertos señoritos están cómodamente instalados en sus casitas esperando a que llegue el cartero con las novedades editoriales de las distintas editoriales"
"Si los críticos se pagaran de su bolsillo los libros que luego reseñarán, seguro que en el 99, 99 por ciento de los casos no reseñarían la mierda de libros que habitualmente reseñan"
"en este país, así como en otros, se aceptan ciertos modelos de conducta o se respetan ciertas tradiciones adquiridas que, examinadas con atención, a mí, al menos, me parecen..."
E porque certas coisas me parecem tão importantes e lineares que, no meio de todo o barulho que fazemos neste trabalho de inventar, criar, fazer e vender livros, acabam por passar quase despercebidas, sabe muito bem haver alguém que nos relembra, exactamente, do lugar que ocupamos no mundo.
Por isso mesmo, e apesar de vos convidar veementemente a visitar e a ler o texto por inteiro, não resisto a colocar aqui algumas das passagens que eu vou tentar não esquecer:
"Considero que no es justo que los lectores de mi poesía, pocos o muchos, paguen 9, 12 o 18 euros por uno de mis libros, mientras ciertos señoritos están cómodamente instalados en sus casitas esperando a que llegue el cartero con las novedades editoriales de las distintas editoriales"
"Si los críticos se pagaran de su bolsillo los libros que luego reseñarán, seguro que en el 99, 99 por ciento de los casos no reseñarían la mierda de libros que habitualmente reseñan"
"en este país, así como en otros, se aceptan ciertos modelos de conducta o se respetan ciertas tradiciones adquiridas que, examinadas con atención, a mí, al menos, me parecen..."
terça-feira, 5 de junho de 2007
bullying
nem sempre me considerei um tipo com sorte - a verdade é que durante parte da infância e adolescência fui atacado por diversas coisas que costumam ser um alvo fácil para um monte de crianças idiotas - comecei a usar óculos com 7 anos, por volta da mesma idade, e durante longos meses, usei aparelho, sempre tive corpo suficiente para me acharem gordinho, tive um monte de acne que me fez andar borbulhento durante vários outros anos, não era o gajo mais comunicativo sequer da minha carteira na escola preparatória e esta lista ainda podia ser maior, bastava que perdesse mais algum tempo a pensar nisso. tive tudo para ser um alvo fácil e em algumas ocasiões fui: fugi de colegas da escola, fingia que não estava em casa, não me aproximava das raparigas. isso levou-me, felizmente, não a desenvolver um medo ou pânico que me acompanhasse para o resto da vida, mas ensinou-me, sobretudo, a ver melhor como os outros reagiam, a reconhecer-lhes os pontos fracos, a perceber a psicologia humana.
hoje em dia, muitos daqueles que tiveram os seus quinze minutos de atitude a gozarem com a minha cara (ou com qualquer outra característica minha), engolem em seco por, nos jantares de amigos, não terem muito mais para contar do que as suas pequenas façanhas de putos reguilas. ao contrário, eu, que nunca fui um puto reguila, continuo muito à minha maneira, a fazer o que me dá na gana. o que é facto é que aprendi a não me calar perante as situações, aprendi a gerir a minha raiva e aprendi que, como se diz na gíria futebolística, a melhor defesa é o ataque - pode custar dizer ou levar com as coisas na cara, mas nada melhor do que reconhecer os nossos telhados de vidro antes que nos comecem a atirar com as pedras.
embora possa parecer, isto não vem a propósito de nenhuma notícia sobre bullying. pelo contrário, isto vem a propósito da quantidade de gente que leva a sua vida a tentar chatear os outros. a boa notícia que eu tenho para todos aqueles que já foram chateados (e consequentemente a pior notícia para os restantes paspalhos) é que o sucesso é sempre maior do que a inveja, e se acreditamos mesmo na nossa capacidade de ser bem sucedidos, não há má-língua que possa diminuir isso. para os outros rebentos-de-soja-de-beira-de-prato, façam qualquer coisa por vocês, sem dependerem do sofrimento de ninguém, sei lá, qualquer coisa assim do género mesmo fácil e heróica, como engolir um pau de gelado... e deixem-se de tretas, finalmente!
hoje em dia, muitos daqueles que tiveram os seus quinze minutos de atitude a gozarem com a minha cara (ou com qualquer outra característica minha), engolem em seco por, nos jantares de amigos, não terem muito mais para contar do que as suas pequenas façanhas de putos reguilas. ao contrário, eu, que nunca fui um puto reguila, continuo muito à minha maneira, a fazer o que me dá na gana. o que é facto é que aprendi a não me calar perante as situações, aprendi a gerir a minha raiva e aprendi que, como se diz na gíria futebolística, a melhor defesa é o ataque - pode custar dizer ou levar com as coisas na cara, mas nada melhor do que reconhecer os nossos telhados de vidro antes que nos comecem a atirar com as pedras.
embora possa parecer, isto não vem a propósito de nenhuma notícia sobre bullying. pelo contrário, isto vem a propósito da quantidade de gente que leva a sua vida a tentar chatear os outros. a boa notícia que eu tenho para todos aqueles que já foram chateados (e consequentemente a pior notícia para os restantes paspalhos) é que o sucesso é sempre maior do que a inveja, e se acreditamos mesmo na nossa capacidade de ser bem sucedidos, não há má-língua que possa diminuir isso. para os outros rebentos-de-soja-de-beira-de-prato, façam qualquer coisa por vocês, sem dependerem do sofrimento de ninguém, sei lá, qualquer coisa assim do género mesmo fácil e heróica, como engolir um pau de gelado... e deixem-se de tretas, finalmente!
marca
João Miguel Tavares, coloca hoje, no Diário de Notícias, o dedo na ferida, ao trazer para discussão a dimensão mediática do desaparecimento de Maddie McCann. É claro que a família McCann está a utilizar toda a clareza de espírito para manter vivo o interesse da comunicação social pelo caso - toda a clareza e os milhares de euros que, como o texto de JMT demonstra, tem vindo de todo o lado para ajudar à campanha. No entanto, poderá ser todo este mediatismo a deitar a perder a atenção que o casal McCann nos mereceu até agora - a possibilidade de encontrar a pequena Maddie viva e com saúde é, passado mais de um mês, praticamente impossível - seja o que fôr que lhe tenha acontecido, deixará marcas para o resto da vida (ou para o que poderá sobrar dela). E não haverá campanha mediática nem atenção nos jornais que substitua a falta dos pais no que passou a ser o momento mais marcante da sua vida. Isso sim, quer queiram, quer não, vai ser o que nunca sairá do nosso pensamento, nem do de Maddie, temo eu.
sábado, 2 de junho de 2007
nas mãos restam algumas moedas e um papel
já muito antigo onde escrito em letra pequenina
ficou um itinerário inviável para a destruição -
um jovem rapaz de cabelos longos e peito descoberto
a sua voz forte gritada para as paredes do quarto
a roupa amontoada sobre uma cadeira ao canto.
agora passaram já demasiados anos para sabermos
ainda falar de um futuro de uma forma compreensível -
temos os olhos fechados e o corpo é apenas uma lembrança
daquilo que um dia prometeu poder ser, tu sabes.
nas mãos restam algumas moedas e um papel -
mas o que pode isso significar, realmente?
já muito antigo onde escrito em letra pequenina
ficou um itinerário inviável para a destruição -
um jovem rapaz de cabelos longos e peito descoberto
a sua voz forte gritada para as paredes do quarto
a roupa amontoada sobre uma cadeira ao canto.
agora passaram já demasiados anos para sabermos
ainda falar de um futuro de uma forma compreensível -
temos os olhos fechados e o corpo é apenas uma lembrança
daquilo que um dia prometeu poder ser, tu sabes.
nas mãos restam algumas moedas e um papel -
mas o que pode isso significar, realmente?
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