quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

e depois disto passarei a negar para todo o sempre a existência do dito jogo de ontem à noite

Tenho sido um apoiante do Paulo Bento e da política da administração do Sporting, SAD, nos últimos anos. Também por isso me sinto totalmente à vontade para dizer o que digo a seguir. O que aconteceu ontem à noite em Alvalade não poderia nunca ter acontecido. É verdade, o Sporting tem um plantel muito mais fraco que o Bayern, tem toda uma outra realidade do que esse giganta bávaro, mas o futebol são 11 contra 11 e nunca uma equipa que consegue chegar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões pode ter semelhante medo de palco como esta equipa do Sporting tem. Assistir ao jogo de ontem foi como ver o frango do Helton em Madrid, mas em versão colectiva e continuada. Pede-se ao Paulo Bento que treine a equipa. Como treinador, já demonstrou mais do que uma vez que consegue fazer pequenos milagres. Agora, alguém tem que o proíbir o homem de entrar em gestões. Como gestor, o Bento não presta. É uma nulidade. Se mais alguma vez perguntarem porque é que os adeptos não vão a Alvalade, a explicação é simples: nos jogos contra equipas pequenas, têm jogados os melhores jogadores, que não se sentem motivados para as enfrentar. Nos jogos grandes, pelos vistos, sente-se a necessidade de gerir o plantel, e lá voltamos a ser uns romagnolis sem jeito nenhum. Por tudo isto, a frase de ontem à noite foi a do Anderson Polga. Não aquela que ele disse várias vezes durante o jogo ("Tonel, apanha aí esse alem... ah, caralho!"), mas sim a que disse no final do jogo: "Há que ter vergonha na cara".

Sem comentários:

Enviar um comentário