sábado, 7 de fevereiro de 2009

a chegada de Mr. Queipo

Esta manhã vim cedo para a livraria, para receber o livro Árctico, do Xavier Queipo, acabadinho de sair das máquinas da gráfica, ontem à tarde. Depois de ter tido a entrega marcada para ontem, fiquei a saber que se partiu um rolamento da máquina que faz a passagem do miolo do livro para a capa, o que parou a gráfica durante algumas horas. Por momentos, chegou-se até a pensar que só se conseguiria rolamentos desses na Suiça, mas o dono da gráfica procurou na internet e encontrou dois dos rolamentos impossíveis de encontrar em Queluz. Foi até lá, e trouxe o que havia. Não vá o diabo tecê-las. Depois, como a produção seguiu para fora de horas, tiveram que ser os donos e os filhos dos donos da fábrica a terminar o trabalho, todos os funcionários saíram à hora estipulada (ainda por cima era sexta-feira). Esta história foi-me contada pelo Sr. Timóteo, que me veio entregar os livros esta manhã. Sempre que entrega um livro tem uma história para contar, e a história de hoje era muito bonita porque contava um segredo de uma gráfica, mas também mostrava como fazer um trabalho pode ser uma prova de amor, para além de que, pelo meio, percebemos que nem todos os "apaixonados" se entregam da mesma maneira ao acto. Eu aprendi uma série de coisas, com esta história. E no final rasguei o fino plástico que envolvia um dos volumes com livros e fiquei a olhar para a capa



e, finalmente, percebi que todo o sentido nas coisas está nisto mesmo, em como podemos estar apaixonados por um segredo que nos ocupa os dias, os livros. Este, em particular, é-me muito especial, pelas mais variadas razões. Deixo-vos o pequeno texto da contra-capa:

Uma boa história nunca é apenas uma boa história: no caso deste livro, as boas histórias são traduções de relatos de viagens, de anotações, que foram encontradas num pacote velho, salvas de uma inundação por terem ficado esquecidas no alto de uma prateleira (é o que sempre acontece, não é?). As histórias têm um denominador comum (melhor, dois): o mar e os livros. Coleccionadores, curiosos, estudiosos, todos eles gravitam nesta súmula de histórias que, no final, é apenas uma, e coloca-nos insistentemente esta questão: será que os livros são como as marés?

Talvez tu, leitor, possas também partilhar comigo uma pequena parte deste segredo.


3 comentários:

  1. e quando pode o leitor começar a partilhar esse segredo? :)

    ResponderEliminar
  2. fantástico .. vou robar-te isto .. mas como avisei, livro-me do castigo.
    :)

    ResponderEliminar
  3. (falta ali um U .. isso sim condenável)

    ResponderEliminar