quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

para Fevereiro...

Para o leitor que desejar, esta coletânea fornece apelos que a relacionam às demandas da intertextualidade, da tradição e talento individual, e da seleção de um paideuma – aspectos que identificam a oficina do autor e apontam as suas áreas de gravitação. Porém, quando se propõe a realizar "uma simples releitura/ da nossa história da literatura", o autor de A cabeça de Fernando Pessoa sugere outra, e mais tensa, dimensão para o diálogo. Ao invés de restringi-lo à lógica do reconhecimento, Cristóvão analisa as fendas entre os discursos e pondera que o mundo conhecido (na série social e na série literária) vem a ser, de facto, uma forma de estranhamento à consciência do sujeito. Por isso, o diálogo, nesta coletânea, acena para uma lógica da dissonância, que coloca em xeque a evidência do reconhecimento (Cristóvão em Campos/ Kazuo /Bocage/ Drummond) ressaltado acima.
do prefácio de Edimilson de Almeida Pereira
A Cabeça de Fernando Pessoa, Luís Filipe Cristóvão, Col. Pasárgada

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