Daqui se deduzirá algo que é sem dúvida a última verdade do puzzle: apesar das aparências, não se trata de um jogo solitário - cada gesto do decifrador de puzzles foi feito, antes dele, pelo fazedor de puzzles; cada peça em que pega e repega, que examina, que acaricia, cada combinação que tenta uma vez e outra, cada ensaio, cada intuição, cada esperança, cada desânimo, foram decididos, calculados, estudados pelo outro.
Georges Perec, A Vida Modo de Usar, traduzido por Pedro Tamen, na Editorial Presença (1989)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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