Enquanto o tempo dos relógios conduz à decrepitude e à extinção, o dos artefatos estéticos concede não um vislumbre do eterno (isto seria pedir demais), mas, sim, a ínfima liberdade condicional de uma atemporalidade provisória. Em outras palavras, a poesia de quando em quando suspende para alguns (sem que, para tanto, seja necessário infiltrar moléculas complexas e estranhas no meio das sinapses) a pena capital que pesa sobre todos.
Nelson Ascher, Para que serve a poesia?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Publicar um comentário