quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Alegre e a chucha

A reacção de Manuel Alegre ao artigo de Luís Fazenda clarifica a colocação dos peões no mapa político nacional: para Manuel Alegre, não faz sentido largar o PS, mesmo que o PS de hoje não seja nem esquerda, nem um parceiro viável para qualquer iniciativa de diálogo político. Esse facto é explicado pela história: Manuel Alegre é deputado desde 1975, tendo demorado mais de trinta anos a ganhar uma voz que não é independente, é apenas uma marcação de posição de quem vê os pais tirarem-lhe a chucha (dado as idades dos intervenientes, até seria mais os filhos a tirar a chucha ao pai). As aproximações que foram feitas à esquerda fora do PS, seriam apenas uma maneira de trazer para a sua reivindicação mais alguma substância política e, sobretudo, força de braços, coisa que o seu movimento cívico, notoriamente, não tem.

A colocação de Alegre do lado do PS são, obviamente, boas notícias para a esquerda. Para que aprenda de vez que as soluções se pensam internamente, na análise do espectro social que nos rodeia, e não se solucionam com chavões nem mediatismo exacerbado. Ideologia não é a reunião de um grupo de amigos à cabeça de um partido político.

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