sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

serviços mínimos

passei toda a semana a escrever quase nada aqui no blogue. andei em cantigas, citações, exercícios de nada. ao fim de uns quantos anos a actualizar blogues, aprendes uma coisa: o silêncio não é opção. então aprendes a fazer serviços mínimos, alimentando assim quem te visita, para que não pareça mal, para que pareça que continuas a ter o que dizer.

passei toda a semana a escrever quase nada aqui no blogue. e agora que chega sexta-feira, queria ter qualquer coisa importante que servisse a todos aqueles que, perdidos com um computador durante um fim-de-semana, viessem espreitar aqui a minha casa. mas não, não há nada. e não é o silêncio. os dias têm sido de leitura, de pesquisa, de invenção de alguns poemas, de delineação de projectos.

passei toda a semana a escrever quase nada aqui no blogue. e porque é que isso me afecta? não sei. escrevo isto e já estou outra vez com vontade de o apagar. de deixar o espaço em branco dominar a entrada na página. mas resisto a isso. deixo ficar. como se fosse uma confidência ou uma justificação. como se, assim, fizesse um pouco mais sentido a minha vida quando, logo à noite, estiver encostado ao balcão do café a ouvir as pedras de gelo a tilintar no copo que seguro com a mão direita. como se isso importasse para alguma coisa.

3 comentários:

  1. "os dias têm sido de leitura, de pesquisa, de invenção de alguns poemas, de delineação de projectos." - fantásticos portanto.

    Estás "perdoado" ;)

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  2. Eu seguro o copo com a mão esquerda.
    A ideia dos "serviços mínimos" é gira. Faz todo o sentido.

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  3. é terrível, parece que, de cada vez que não escreves, falhas. se pensares bem, não é assim tão importante. não penses bem.

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