domingo, 21 de dezembro de 2008

o império da mediocridade

pela segunda semana consecutiva, oiço o programa da manhã do Rádio Clube, "a vida são dois dias", para o qual são convidados elementos do próprio Rádio Clube para dar sugestões culturais. talvez tenha sido um tiro de sorte (pronto, dois tiros de sorte), mas calhei a ouvir a provedora dos ouvintes do Rádio Clube e um director de programas, de quem não lembro os nomes. a senhora, na semana passada, aconselhou livros. livros, disse ela, não daqueles chatos que são escritos com linguagem, mas livros que são bons de ler. assim, de repente, a senhora só conseguiu lembrar-se do Equador, de Miguel Sousa Tavares, tendo passado mais tempo a falar da série televisiva que hoje estreia do que do livro em si. pensei que tinha tido azar. mas hoje, o tal senhor, começou as suas sugestões culturais por dizer que não gosta de dança. aliás, disse que é preciso ter coragem para se dizer que não gosta de dança. que já viu tudo e não gosta. depois falou demoradamente sobre música, tango (a sua preferida) e nina simone, o que demonstra como estes convidados acertam sempre nas referências mais óbvias. para terminar, passou pelo cinema. para falar de um filme que, quando esteve nos cinemas, ele não foi ver porque (e isto foi o que ele disse, ipsis verbis) "pensava que era um daqueles filmes para adolescentes"... Estava a falar do American Beauty, do Sam Mendes. Não há paciência.

3 comentários:

  1. Da mediocridade

    chega-te aos maus
    que os fará melhores

    chega-te aos bons
    que os fará piores

    (José Paulo Paes, "A poesia está morta mas juro que não fui eu")

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  2. A idea do programa é muito boa. Eu ouvia no mesmo programa em Espanha. Em Portugal os comentadores não são os melhores. Que pena. Cumprimentos

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  3. ora, quando temos a senhora filomena pinto da costa como coordenadora cultural de um canal televisivo com dinheiros do estado...

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