segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

but hey...

há sempre aqueles momentos em que nós não sabemos o que dizer. ou como o dizer. de facto, nas últimas semanas, uma série de acontecimentos encadeados vieram formular todo um caminho a seguir na minha vida que, ou estava oculto, ou eu não sabia bem que ele existia sequer. de facto, acontece com a vida o que já acontecera na poesia: um dia percebes que a tua mão sabe como seguir pela frase, sem que estejas sempre a fazer-lhe perguntas ou a tentar copiar as respostas dos tipos que se sentam ao teu lado nas mesas. um dia percebes que, a partir daqui, segues por ti. sabes fazê-lo.

isso tem tanto de animador como de assustador. perceber que a vida se resolve, assim, por si, quando tu fazes por não a controlar mas apenas por ajudá-la na busca dessas próprias respostas, não será sequer maturidade, será saber como se faz. aprendi a fazer. repito para mim mesmo, aprendi a fazer. e talvez esteja ainda um pouco embaraçado com a facilidade com que agora as coisas se arrumam na minha cabeça. e por isso não sei como o dizer. não sei o que dizer. embora, atabalhoadamente, continue a tentar.

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