quinta-feira, 20 de novembro de 2008

eu não queria, mas obrigam-me

obrigam-me a falar de futebol. sim, eu fui daqueles que ficou até às duas da manhã a ver o jogo. e sim, nos últimos minutos, já eu e o meu irmão gritávamos Brasil! Aquilo foi uma espécie de jogo de beneficiência, proporcionado pelo Carlos Queirós ao Dunga e a todos os brasileiros. Duas coisas se confirmaram no jogo de ontem. A primeira é que, depois de Scolari ter deixado a equipa portuguesa segura por arames, Queirós tem errado repetidamente no modo de a consertar. Outra coisa é que jogadores como Quim, Paulo Ferreira, Maniche e Bruno Alves, só para citar alguns exemplos, não são jogadores para grandes equipas (independentemente de serem do melhorzinho que conseguimos arranjar por cá). Outras coisas se confirmaram ainda: quando alguém dá espaço para o Brasil (seja em que tipo de futebol for, sejam quem forem os brasileiros que estiverem em campo) leva banho; uma equipa que põe a hipótese do César Peixoto com 28 anos ser uma solução para alguma coisa, é uma equipa que não vai longe.

Para terminar, quero só lembrar que, depois de sofrer o quarto golo, a imagem do Carlos Queirós no banco era a de um tipo sentado, de olhar no chão e mãos na cabeça. Já este ano tivemos um outro treinador na selecção que também apareceu em postura de adepto desconfiado. Talvez o mal não seja nem de um, nem de outro. Talvez o mal também não sejam os jogadores, que noutros contextos lá vão brilhando. Talvez o problema seja quem permite isso tudo e lá vai passando incólume. Talvez esse seja um problema demasiado português para que o resolvamos a tempo, seja do que for.

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