segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O hábito não faz o monge

Ontem, no intervalo do jogo de futebol entre o Torreense e a Académica de Coimbra, a contar para a Taça de Portugal, tive oportunidade de assistir ao que se poderia chamar de falta de civismo da polícia. Um polícia (do tipo g.i.joe armado aos cágados), chegou-se junto de uma banca onde vendiam bebidas com uma tampa de plástico na mão. Percebi, de imediato, que o polícia teria apanhado alguém a prevaricar, com uma garrafa de água com tampa. Relembro que se tratava de um jogo de Taça, umas duas mil pessoas, pacíficas, a ver bola. Já sem modos nenhuns, dirigiu-se ao homem que estava a vender bebidas assim: "Venha cá fora que preciso de falar consigo!", lançando, de seguida, a tampa da garrafa contra as mãos dele.

A civilidade de todas as pessoas que estavam ali em volta falou mais alto, embora a maior parte das pessoas não tenha escondido indignação pelo gesto do polícia. A falta de respeito que ele evidenciou não o prejudicou só a ele; perdeu logo ali o direito a ser uma pessoa respeitada por todos. E assim se correu o risco de estragar o ambiente de festa que reinou na tarde de ontem.

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