quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Como um Deus recusando a sua divindade


Maradona volta à relva, agora para ser Seleccionador da Argentina. Como um Deus que recusa a sua divindade, "El Pibe" volta a baralhar as contas de todo um povo argentino, colocando-se no lugar do sacrificado - diga-me se houve, alguma vez uma grande selecionador argentino, e se estão a pensar em Menotti ou Bilardo, os campeões mundiais, pensem em como eles são devedores de Kempes e Maradona, mais do que das suas proezas tácticas (e isto é tão verdade que Bilardo entra na equipa técnica de apoio a Maradona, nesta sua nova aventura). Mesmo que necessitados da presença do divino, a nós, seres humanos, agradam-nos aqueles que, como Maradona, passam a vida a entregar-se aos mais duros trabalhos. É um sinal dos céus que nos alerta para aquilo que merecemos (ou não), mas sobretudo, para aquilo que não devemos nunca esquecer de tentar conquistar.

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