quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Portugués, Guapo y Matador*

Certas notícias precisam de uma certa digestão. Nas páginas centrais do Diário de Notícias de ontem, dá-se destaque à promoção que António Lobo Antunes faz dos seus livros nos Estados Unidos da América. Há uma série de passagens que me fazem duvidar se estamos a falar, ou não, do mesmo Lobo Antunes que, em Portugal, se esconde das atenções mediáticas não escolhidas por ele. Para começar apresenta-se o livro Que farei quanto tudo arde? convertido ao "american gay of life" (seja lá o que isso possa ser...). O obejctivo do seu editor é, segundo as palavras de João Céu e Silva, "penetrar no mercado sexualmente convertido aos prazeres fora da normalidade heterossexual" (mais um eufemismo duvidoso). Para além destes curiosos pontos, há também o facto da tournée por terras da América tenha começado com um serão à la Woody Allen na casa do editor, onde se assistiu a uma sucessão de "discursos, elogios, cumprimentos e cenas de admiradores durante mais de duas horas". Para marcar posição, o autor mostrou-se "visivelmente pouco agradado com o beija-mão". Toda a peça pode ser lida através deste link.

* Portugués, Guapo y Matador é o título de um dos livros de Manuel Jorge Marmelo.

1 comentário:

  1. Nunca li Lobo Antunes. Não me sinto nada bem por isso. Mas gosto muito desse livrinho do Marmelo.

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