quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mais algumas notas sobre Livros Escolares

Iniciou-se o ano lectivo, e faz-se uma actualização da apreciação ao trabalho das diversas editoras de livro escolar. Comecemos pelas que tinham uma apreciação positiva. No que toca à Plátano/Didáctica, nada há a alterar em relação ao antes exposto. Já no que toca à Constância/Santillana, um reparo a uma situação que está a acontecer esta semana: o mesmo cash passou a atender livreiros e professores, em simultâneo, sendo que os professores, por não terem ficha de cliente criada, ocupam as caixas muito mais tempo. Como exemplo, uma visita que teria durado pouco mais de 5 minutos, prolongou-se por mais de meia hora, com direito a assistir a uma discussão entre um professor insatisfeito (ah, se ele fosse livreiro) e a funcionária da caixa. Pela falta de respeito aos livreiros, neste caso concreto, a Constância leva negativa.

A Porto Editora teve uma apreciação negativa na anterior avaliação. Tendo melhorado os prazos de entregue e voltado a responder eficazmente aos pedidos feitos no site, melhorou aquilo que poderia melhorar, no imediato. Existem poucos livros esgotados, o que também é um ponto positivo. O lado negativo, a rever no próximo ano, é o olhar o livreiro com desconfiança.

Do Grupo Leya, o melhor é não falar. O que dizer de uma empresa que não dá previsão nenhuma sobre uma série de livros que nunca conseguiu colocar no mercado, que sugere aos seus clientes por todo o país para se deslocarem até Lisboa a um cash que só dispõe de duas caixas a trabalhar em permanência? Uma empresa que não permite que os clientes levem o carro até à entrada do armazém onde vendem os livros, sugerindo o estacionamento num parque mínimo e pelas ruas em redor do armazém? O cenário, ontem, às 18 horas era o seguinte: armazém com pouquíssimos livros (e clara incapacidade para repor os stocks em falta); uma dezena de pessoas à porta do armazém, à espera de conseguir um carrinho para transportar as compras (não havia nem um disponível); uma fila de 30 a 40 pessoas, para conseguir chegar às caixas. Numa só palavra, o caos. Nota muito muito negativa.

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