terça-feira, 30 de setembro de 2008

Foi em Beja

Entre Quinta-feira e Domingo estive por terras alentejanas a marcar presença nas Palavras Andarilhas. Estando presenta na qualidade de livreiro, com stand montado no exterior da Biblioteca de Beja, não pude acompanhar convenientemente o programa das festas que iam decorrendo no interior da Biblioteca. Mas, cá fora, a oportunidade para passar o tempo com pessoas tão especiais como o Joaquim, da A das Artes, e o Paulo e a Filipa, do Espaço Vemos Ouvimos e Lemos, mais do que justificou a viagem. Com eles tive oportunidade de falar de livrarias, da vida, dos livros, dos projectos, dos sonhos, das ansiedades. Com o Joaquim, que é daqui perto de Torres Vedras, tive ainda o prazer de lhe descobrir um pouco a história de uma vida e de uma pessoa com quem dá vontade de ficar a conversar durante almoços e jantares em vários dias.
Beja é uma cidade bem calma, onde o calor e a chuva foram aparecendo em sucessão um ao outro. A rua onde estavamos instalados tem uma série de vivendas do final dos anos sessenta e, até à biblioteca, ainda passavamos pelo Liceu da cidade, de arquitectura estado novo. Uma pequena viagem no tempo, não fossem os e as adolescentes tipo morangos com açucar que agora estão no país todo.
No sábado, à hora de almoço, visita relâmpago a Serpa. Aí sim, grande viagem no tempo, como que indo até há uns séculos atrás. Ainda por cima a tarde estava quente e as ruas desertas. Foi como entrar num filme.
Fiquei com saudades do Alentejo. Foi em Beja, por estes dias.

2 comentários:

  1. Devia ser rotina os livreiros tirarem, de vez em quando, uma licença sabática como esta para falarmos de tudo e de nada, não achas, Luís? Corroboro as tuas palavras sobre a estadia. Que belas horas de almoço pelas estradinhas nomeio dos campos!
    Abraço. Joaquium

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  2. Cheguei só no Domingo, com a chuva, ... descruzamo-nos, então,
    não te vi ouvindo as histórias. 1bj

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