quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Carta Aberta reagindo às afirmações de Paulo Gonçalves nos jornais de hoje

Meus caros,

qual não é o meu espanto quando hoje de manhã, ao ouvir as primeiras notícias do dia, me deparo com uma declaração do colega Paulo Gonçalves que afirma que "no final de Agosto, 95% dos manuais da APEL já tinham sido entregues e poucos dias depois chegou-se aos 100%, estando o mercado totalmente abastecido". Ora, meus amigos, esta afirmação, para além de ser uma tentativa mediática de tirar a água do capote, é de uma irresponsabilidade atroz para com o mercado, muito particularmente para os livreiros associados da APEL envolvidos no processo. Afirmações destas apenas vêm colocar uma pressão maior dos pais dos alunos nas nossas lojas, dificultando o normal fornecimento dos livros escolares a famílias e a instituições escolares. O cliente, ao ler tais afirmações, pensará que, da parte das Editoras, já está todo o trabalho feito (e o Paulo Gonçalves saberá tão bem como eu ou como qualquer outro colega em editoras ou livrarias a quantidade de encomendas pendentes ainda registadas em editoras associadas da APEL). Assobiar para o lado tentando colocar toda a culpa nas costas de outra editora, não resolve o problema, de certa forma vem agravá-lo. Esse tipo de situações não ajudará em nada a dar o assunto como resolvido.

Tomarei a liberdade de tornar esta minha queixa pública, divulgando-a através do meu blogue.

Com os meus melhores cumprimentos,

Luís Filipe Cristóvão
gestor editorial / livreiro
Livraria Livrododia, Lda.

(enviado por email para apel@apel.pt, às 9h50 do dia 19/09/2008)

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