sexta-feira, 6 de junho de 2008

sinais vitais

Vieira da Silva contestado por plateia católica - O debate que juntou na noite de quinta feira o ministro do Trabalho e o bispo do Porto não podia ter corrido pior ao membro do governo do PS. As intervenções do público presente foram todas muito críticas das alterações propostas por Vieira da Silva para o Código do Trabalho e nem a intervenção de D. Manuel Clemente lhe valeu.

O tema do debate já anunciava que o ministro não iria ter uma recepção muito favorável na Associação Católica do Porto. "O novo Código do Trabalho e a situação sócio-económica do Porto" dava o mote ao encontro promovido pela Comissão Diocesana Justiça e Paz e pela Universidade Católica.
Mas a análise da situação sócio-económica no distrito teve de esperar por melhores dias, já que os presentes estavam interessados em contestar as propostas do ministro na revisão do Código.Vieira da Silva conseguiu "incendiar" o ambiente na sala quando afirmou que as assimetrias sociais têm origem nos "desníveis salariais, normalmente associados a desigualdades profundas das qualificações". "Não é verdade, não é verdade", contestaram alguns dos presentes.
Nas intervenções da plateia, a oposição às propostas de Vieira da Silva foi unânime entre os católicos, e ouviram-se críticas ao favorecimento dos patrões, que "querem facilidades" para despedir os trabalhadores.O bispo do Porto também deixou o alerta ao ministro do Trabalho e ao governo, lembrando que "as pessoas e os povos não devem ser instrumentos", mas sim "protagonistas do seu futuro". E ao Estado compete, na opinião de D. Manuel Clemente, "intervir a favor do bem comum e dos mais fracos".


retirado de esquerda.net

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