quarta-feira, 18 de junho de 2008

Oh Yeah!

Tiago Cavaco continua a pregar no deserto (e, com a ajuda de Deus, a ser ouvido):

Naturalmente a minha irmã mais velha tornou-se mais espiritual. Acordava de manhã e punha música de louvor (o praise anglo-saxónico, expressão branca e semi-rocada das grandes igrejas evangélicas da América, Inglaterra e Austrália), hábito que eu não apreciava especialmente (sou mais pelo gospel da velha guarda, negro e rude). E irritava-me um pouco aquela auto-satisfação beata tão matutina. Quase zen, demasiado mística.

Hoje, e apesar de permanecer um baptista tradicional, sei que a minha irmã tinha razão. Ouvir logo ao acordar uma música que proclama o nome de Jesus, ainda que de um modo burguês, caucasiano e pouco literato, é óptimo. O que poderia ser melhor? Não é raro ir no carro sozinho, Marginal fora, de braço levantado Assembleia de Deus-style. Sei que me torno simultaneamente um alvo próximo do escárnio e distante da compreensão. Mas, ó avassaladora qualidade dos que se deixam arrebatar: estamos nas tintas para o mundo.

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