sexta-feira, 27 de junho de 2008

Lobo Antunes, allez, Lobo Antunes, allez

Não sei se cite, se comente. Toda a notícia parece saída de uma realidade paralela à qual os comuns mortais não têm acesso.

A peça de João Céu e Silva, no DN, tem, na verdade, excertos hilariantes.

Como este:
Os argumentos e as promessas do Grupo Leya acalmaram o escritor e este manter-se-á na editora em que publicou quase toda a sua obra. Para dizer sim, teve garantias de que a Dom Quixote voltaria a ter o prestígio dos tempos de Snu Abecasis e que o "lixo literário" desaparecerá da

Ou este:
"agrada-me a promessa de que a Dom Quixote volte a ser a editora de referência que era no tempo da Snu Abecasis, quando as pessoas compravam os seus livros porque tinham essa chancela, como era o meu caso. Estou convicto de que o querem fazer e espero que revitalizem as colecções que ela criou, como os Cadernos de Poesia e os Cadernos Dom Quixote, e que aquilo que eu acho que é o lixo editorial - é necessário publicar porque traz dinheiro - seja feito noutras chancelas do grupo" [Lobo Antunes dixit]

Sugiro agora o exercício de trocar o nome Lobo Antunes por José Saramago, ver qual a editora da qual já se registaram mais saídas desde que pertence ao Grupo Leya(-me, por favor!) e perceber qual é o património editorial que está prestes a ser deitado ao lixo.

Quem acertar, ganha um abraço ou uma palmada nas costas (escolhe o freguês).

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