segunda-feira, 5 de maio de 2008

Os coisos


Primeiro episódio da nova aposta humorística da RTP para os domingos à noite, Os Contemporâneos, mostram ser uma série cheia de potencialidades, mas ajudam-me a construir uma pequena teoria sobre o humor em televisão: de facto, o que lixa tudo são os actores. O Herman José era brilhante quando escrevia os seus próprios textos e começou a ser fraquinho quando os textos são escritos por outros. Os Gatos são interessantes por isso mesmo, porque escrevem os seus próprios textos, têm total noção das suas próprias limitações e possibilidade de fazer piada com isto ou com aquilo. N´Os Contemporâneos, há um actor maior que o mundo, o Nuno Lopes, e depois os supostos actores humorísticos que tendem a exagerar um pouco aquilo que está escrito. Deixassem a série nos corpos (para além de lá terem as mãos) do Nuno Markl e do Eduardo Madeira e seria, provavelmente, inesquecível. Como não deixo de ter esperança, espero que mais tarde ou mais cedo, Bruno Nogueira, Maria Rueff, Gonçalo Waddington, Dinarte Branco e Carla Vasconcelos apareçam menos nos próximos episódios. É que, estando toda a produção humorística dos últimos anos nas mãos dos mesmos tipos (Produções Fictícias), a culpa de haver material tão bom e material tão mau só pode mesmo ser dos actores.
P.S.: Esta teoria baseia-se num princípio duvidoso de que a culpa é toda dos jogadores e nada do treinador. Mas que se lixe!

1 comentário:

  1. foi muito fraquinho.

    o unico sketch realmente bom, foi o que gozava com o presidente do meu clube...

    o resto... zero. espero que melhore, senao sera mais um flop tipo hora h.

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