segunda-feira, 12 de maio de 2008

há qualquer coisa naquele rapaz

Surpresas destas, acontecem poucas vezes, de tão atentos que julgamos ser perante tudo aquilo que acontece no mundo dos livros. Talvez a própria biografia do autor justifique, no entanto, esta capacidade. Do que falo? Quarenta romances de cavalaria foi, para mim, o melhor livro de poesia do ano de 2006. Qualquer coisa de mágico acontece naquelas páginas, que se podem abrir à sorte, que sempre nos levam a algum segredo, a algum momento de encanto pela força da palavra no papel. No sábado passado, um pouco antes da hora de almoço, sentei-me em frente às prateleiras de poesia da minha livraria e, sem que eu saiba como ali chegou aquele livro, lá estava, ao lado do melhor livro de poesia de 2006, um outro título de poesia do mesmo autor, também publicado em 2006, Caixa Negra - vol.1.
Quase nunca as coisas boas chegam assim, aos pares. Muito menos com dois anos de distância. Mas ele lá está, a descansar sobre o meu sofá, onde o deixei ontem à noite, antes de ir para a cama. A mesma capacidade de surpreender, a mesma estranha força das palavras presentes muito além do papel que temos entre os dedos. E a seguir ao encantamento, sempre um certo temor da possível orfandade que se seguirá. Por onde andará Frederico Mira George?

1 comentário:

  1. talvez em havana entre uma bailarina e um charuto com sabor a nossa senhora de fátima

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