terça-feira, 11 de março de 2008

Punta Umbría

Em Punta Umbría vi o sol brilhar como se fosse primavera ou, mesmo, o verão. Sentei-me na Praia a ler o Borges, ao lado do José Mário bibliotecário. Ouvi o Manuel Moya a falar, apaixonado, da poesia portuguesa. Percorri as ruas da cidade a horas a que já só os algo-perdidos andam pela rua. Escrevi um poema. Fiquei a saber que vou ser muito amigo do manuel a. domingos. Disse à Manuela como as Correntes eram importantes para mim. Li, pela primeira vez, um poema meu, em voz alta, em castelhano. Bebi mais Cruzcampo do que seria aceitável se eu fosse conduzir. Voltei a abraçar o Cuenca, esse pássaro de asas puras, que ficou a voar pela Península Ibérica desde o início de Fevereiro. Disse ao Fernando Esteves Pinto que ele é um gajo porreiro. Confessei ao António Orihuela como gosto da poesia dele e fiquei a saber que lhe vou traduzir um livro para português. Vi o Ricardo e a Joana muito contentes, de férias, mas sempre a quererem sacar as boas notícias, como qualquer jornalista que não está adormecido. Ouvi o Pedro Afonso e o João Bentes a saltar mais alto do que os homens, só porque acreditam numa poesia verdadeira. Fiquei com a sensação de que a voz da Diana Almeida é tirada de algum desenho animado da minha infância. Vi a Golgona Anghel a fugir do Hotel, uma manhã, como quem estivesse num romance do Vila-Matas. Disse ao Uberto Stabile que daqui a uns tempos, lá voltarei.

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