Acordas de manhã com a sensação de teres levado um monte de pancada durante a noite. Dormes mal, acordas algumas vezes, como se o teu corpo e a tua mente estivessem em pleno estado de alerta.
Ainda estás a tomar o pequeno-almoço e já toca o telefone. Algumas das coisas que deixaste programadas no escritório, afinal, não estão a funcionar. Pedem-te instrucções, novas decisões.
Entras em reunião. Tudo aquilo que levavas programado cai em saco roto - o mercado anda mal, não vale a pena os riscos, é para esperar.
Sais da reunião. Chamadas não atendidas. Pressão. É tempo de. Resolve. Corre.
À hora de almoço páras para sorrir. 45 minutos.
Escritório. Será possível quem uma manhã fora seja o fim do mundo? Parece-te que já ninguém sabe o que fazer.
Percebes: houve novas instrucções. Só tu não sabias. Telefones. Papéis deixados em cima da secretária. Telefones.
Sempre assim, todos os dias. Todos os dias de dia 1 a 31. Por uma contínua insatisfação. Por uma necessidade apenas, estar vivo. Não tens luxos, não tens dinheiro. Não fazes férias.
Deitas-te todos os dias tarde demais, sem força, de lágrimas nos olhos, derrotado. Na manhã seguinte parecer-te-á que levaste um monte de pancada.
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É a vida, amigo!
ResponderEliminarE sorte a tua que não trabalhas nas obras...
Mas percebo.
Moral: A vida não é um lugar muito recomendável mas o cemitério ainda é pior...