segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

[Correntes d'Escritas] A noite passada

Domingo, acordo às 11 horas da manhã, no Novotel Vermar, depois de pouquíssimas horas de sono. Acordo e, apesar de todo o cansaço acumulado durante estes dias, a sensação reinante é a de satisfação - não posso esconder que estes dias na Póvoa valem muito mais do que meses de consultas com um terapeuta.

É praticamente impossível fazer um balanço sério e completo de tudo o que se passou. Desde terça-feira pela hora de jantar, quando cheguei, até domingo ao meio-dia, quando íniciei a viagem de regresso a casa, foi um rodopio de mesas de debate, mesas de refeição onde se fala e se conhece imensa gente, mesas de bar onde a conversa e a partilha se prolonga noites fora. É sempre deitar tarde e levantar cedo, porque nas Correntes há uma ânsia de tudo viver, de se pensar que o sono pode ficar para depois.

Dito isto, poderia fazer uma lista de pessoas com quem passei estes dias na Póvoa, mas temo ser, ora repetitivo, ora injusto por esquecimento. Assim, deixo apenas referência a três nomes, porque são esses três nomes que tornam este acontecimento possível na forma que tem. O primeiro de todos é o do vereador Luís Diamantino - conheço-o há três anos sem trocar mais do que algumas palavras de circunstância, mas pelo que dá para perceber, pela observação, só um vereador assim permite que os Correntes tenham o sucesso que tem. De várias Câmaras Municipais que conheço, não consigo adiantar nem mais um vereador que tivesse a coragem de fazer um tal investimento sem meter em causa o profissionalismo de quem trabalha com ele ( a chico-espertice é ainda prática comum das vereações, e fico muito feliz por haver alguém que demonstre que é possível ser de outro modo).

Os outros dois nomes que não posso deixar de mencionar são os da Manuela Ribeiro e do Francisco Guedes. Duas pessoas com uma capacidade de trabalho, organização, serieadade e relacionamento pessoal fora do comum. É raro conhecermos alguém que consiga tudo isto, muito mais raro encontrar duas pessoas a fazê-lo. Para eles dois o meu abraço comovido, à imagem do que trocámos no domingo, no momento da despedida, que, na Póvoa, significa sempre um até para o ano.

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