terça-feira, 29 de janeiro de 2008

o fim do sindicalismo como o conhecemos

Com o anúncio da continuidade de Carvalho da Silva à frente da CGTP/IN, mesmo constrangido nas suas escolhas pelas reformar impostas pelo PCP, assistimos, um tanto impávidos, à morte do sindicalismo em Portugal. Já não bastava ter visto Jerónimo de Sousa y sus muchachos a arrasar com um espaço político essencial na vida do nosso país com as suas derivas estalinistas, agora também teremos que ver a principal força sindical portuguesa a seguir pelo mesmo cano abaixo.

Eu já desconfiava há muito tempo de que isto viria a acontecer, e mais depois quando, julgo que em 1999, ouvi Carvalho da Silva na Faculdade de Ciências de Lisboa começar a sua intervenção sobre o "Manifesto de Insubmissão" do Sector Intelectual do PCP com um "pediram-me para estar presente neste encontro", seguido de uma série de palavras atrapalhadas saídas de uma boca que, claramente, não tinha pensado nem lido o manifesto, apenas estava ali a marcar território a pedido da situação.

O facto é que quem se guia pela situação, apesar de uma satisfação imediata, não consegue perceber o mal que faz aos seus próprios desejos. Qualquer político que se deixe enredar na teia das necessidades dos outros e da situação, perde o respeito e a admiração daqueles que com ele trabalharam nos tempos das causas. Ao não se afastar, Carvalho da Silva, tal como em tempos Carlos Carvalhas, nada está a contribuir para melhorar o trabalho e a imagem da CGTP fora do círculo comunista - está apenas a servir de correia de transmissão para um Jerónimo seguinte.

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