sábado, 19 de janeiro de 2008

O fim da Faculdade de Letras?

Primeiro, começaram os desinvestimentos, sob a capa do princípio utilizador-pagador, que mais não é uma forma de dizer que quem é pobre também tem que pagar os luxos de estudar (como os luxos de ter cuidados de saúde, por exemplo).

Depois, e porque o dinheiro assim escaseava, deixaram de contratar novos docentes, ao mesmo tempo que anunciavam, em parangonas, que isso dos estudos humanísiticos era coisa de gente antiga.

Do investimento europeu, vê-se agora muito cimento e argamassa a fazer edifícios infiltrados pelas humidades (quando era de humanidades que se precisava).

Finalmente, chegou-se onde se queria chegar, provavelmente desde o início. Lisboa arrisca-se a voltar a fazer parte daquele grupo de cidades que não tem Faculdades de Letras. Onde não há prisma algum em que se possa perceber que isto seja uma boa notícia.

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