sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Fumo nos olhos

De cada vez que Francisco George fala, um terramoto acontece - o Director Geral de Saúde parece, aliás, o português com maior dificuldade em ser entendido neste momento. Ora, o que Francisco George disse ontem e repetiu hoje de manhã, em directo, na Antena 1, é que a lei proíbe o fumo em todos os espaços, ponto. Que, utilizando extractores de fumo que protejam a saúde de trabalhadores e demais frequentadores desses espaços fechados e que evitem a propagação do fumo para outros espaços, em áreas assinaladas poder-se-á fumar. E que, como é aliás do senso comum adquirido por décadas de experiência de fumo livre, não existem extractores com essas características.

Para mim parece não restarem dúvidas quanto ao que diz a lei, mas também entendo que Francisco George usa uma argumentação ao nível de um dicionário de manuelmachadês. Se o mesmo dissesse que não existem extractores que permitam a existência de espaços 100% azuis, acho que já seria perceptível para toda a gente, até para a maralha do Diário de Notícias.

Na generalidade dos espaços públicos em Portugal deixou-se, ordeiramente, de fumar a partir de dia 1 de Janeiro de 2008. Que certos opinion makers, jornais e televisões não queiram aceitar isso e tentem invadir o espaço de comunicação com notícias que pretendem demonstrar o contrário, não me espanta: é apenas o preço a pagar pelo circo mediático em que vivemos. Até que outro assunto qualquer tome a liderança da indignação mediática.

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