sábado, 15 de dezembro de 2007

das revistas

2007 tem sido um ano difícil, um ano em que os ritmos se alteraram de uma forma imprevisível, levando-me a provar uma série de coisas novas. Com essas alterações não planeadas, um dos projectos a que me vinha entregando nos últimos dois anos sofreu um pequeno revés que vai ser agora recuperado. Falo da Revista Sítio.

Lembrar-se-ão os contactados, que há cerca de um ano pedi vários textos para o quarto número da publicação. Depois de tantos meses passados, os textos e as imagens estão finalmente escolhidos e preparados, estando já nas mãos do paginador da revista. Vários factores participaram para este doloroso caminho. A pressão das promessas feitas, a dos objectivos traçados, a necessidade de continuar um projecto que, para além do interesse cultural que detém, é ainda uma peça importante para o funcionamento da associação onde é editado, visto que é o único projecto da associação que merece o reconhecimento do Mecenato Cultural da parte do Ministério da Cultura.

Agora que os textos estão escolhidos e a revista verá a luz do dia para os fins de Janeiro, inicia-se já uma nova era. Passados quatro números de uma revista que tem sido, quase exclusivamente, dedicada à ficção literária e à poesia, outros caminhos de interesse se abrem, talvez como um regresso às origens do projecto (que quando nasceu era para ser um projecto de teoria literária), talvez como uma necessidade que os homens sempre têm de viver cada fase da sua vida de uma forma intensa e total. De alguma forma posso dizer que a ficção não me tem chegado.

Escrevo este texto, que poderia ser o prefácio ao quatro número mas não o é, tem uma natureza diferente, na semana em que comecei a delinear mentalmente o que será a Sítio 2008, o quinto número, quem as pessoas que as energias foram aproximando do projecto, quais os temas e os encontros que se vão agora iniciar. Há poucos minutos convidei o primeiro autor desse número, que de pronto aceitou o desafio. Por estas pequenas coisas, pelo brilho que se vê nascer nos olhos dos outros, um ânimo interior em nós, sei que vale a pena.

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