quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Uma questão de língua

Volta à ordem do dia a discussão acerca da língua portuguesa com o anúncio de intenções do Governo Português em avançar para a ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico. APEL e SPA colocam-se na linha da frente para combater esta medida que, segundo argumentos apresentados no Público Online, será prejudicial para o ensino da língua, para o posicionamento de editoras portuguesas no mercado dos PALOP e, ainda, contrário ao esforço que tem vindo a ser desenvolvido pelo Plano Nacional de Leitura.

O que a APEL e a SPA não perceberam, com toda a certeza, é que o inevitável não se trava com o acessório. Os 15 anos de silêncio que são referidos na notícia são 15 anos de oportunidade perdidos, pensando que se poderia estar a entrar numa nova era da edição portuguesa com todas as ferramentas preparadas para estarmos presentes em todos os países de língua oficial portuguesa. Não foi, na minha opinião, o Acordo Ortográfico que parou, foi, claramente, o conjunto dos agentes da edição que fizeram por o esquecer, mostrando-se agora surpreendidos com o que há muito era esperado.

Alegrem-se, pois, os falantes da língua. Vamos finalmente ter uma língua portuguesa universal e abrangente, que nos colocará a par dos falantes das outras línguas europeias que se expandiram pelo mundo e vamos deixar de ter na nossa língua, a pose colonialista de Academia que fala diferente dos demais.

3 comentários:

  1. www.segundo-asalto.blogspot.com

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  2. 'As vezes e palavras para que?
    x

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  3. o blog do miguel é o http://mm-malmenor.blogspot.com/.

    o meu http://aperfeicao.blogspot.com/.

    Serralves durou pouco tempo mas o resto da noite foi longa.

    abraços

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