sábado, 24 de novembro de 2007

Gonçalo M. Tavares na Livrododia

No próximo sábado, o Gonçalo M. Tavares vai voltar a estar na Livrododia. Para muitos, poderá ser apenas mais um evento cultural que organizamos na cidade de Torres Vedras, no entanto, para mim, esta vinda tem um sentimento especial porque marca um ciclo na vida desta livraria.

O Gonçalo foi o primeiro autor de expressão nacional a fazer uma sessão de autógrafos na Livrododia. Foi no dia 19 de Novembro de 2005. Estavamos abertos ao público há pouquíssimo tempo e era a hora de começar com a nossa programação, cumprindo aquilo a que nos tínhamos proposto, trazendo autores à cidade. Convidar o Gonçalo foi uma opção relativamente fácil, já que é um dos meus autores preferidos, daqueles de quem tento ler tudo o que há disponível (e sabe-se o quanto no caso do Gonçalo isso é difícil). Na altura, também já tinha contagiado o Francisco e a Paula com o entusiasmo pela escrita do Gonçalo e pela sua colecção de Senhores, e então, aproveitando o lançamento do Senhor Krauss, conseguido o seu contacto através do Sr. Punilhas, vendedor da Caminho, chegou aquele que foi, para mim, um grande dia.

Estava bastante nervoso, era a primeira vez que recebíamos um autor, estava uma tarde fria de Novembro, a livraria era pequena, bem, tudo concorria para a incerteza em relação à sessão de autógrafos. Aquando da sua chegada, a simplicidade do Gonçalo foi desarmante. Acabou por ser ele a acalmar-me em relação às expectativas e aproveitou para se passear pelas prateleiras do nosso cantinho e levar para casa um exemplar do Apenas uma narrativa, o livro do António Pedro na velhinha edição da Estampa. Desse dia, ainda antes do início da sessão, relembro um curioso episódio, quando o Gonçalo foi efusivamente cumprimentado por um jogador de hóquei do Académico da Amadora que passava à porta da Livrododia em direcção ao Pavilhão da Física de Torres, mesmo ali ao lado.

O encontro desse dia correu muitíssimo bem, não apareceram muitas pessoas, mas a conversa prolongou-se no Café Império que ficava logo ao lado da livraria. Falou-se dos livros, das edições, das crianças. Ficamos todos contentes. Agora, no próximo sábado, vamos voltar a ter o Gonçalo M. Tavares connosco, desta vez na Livrododia - Centro Histórico, e desta vez será o último evento que vamos realizar no ano de 2007. O encontro com o autor vai marcar a série de eventos que organizámos este ano, desde a presença da Inês Leitão, em Março, passando pelas provas de vinho, os concertos de Jazz, o encontro de escritores de Torres Vedras, a Árvore da Ciência, o lançamento de vários livros editados por nós. Passados dois anos, crescemos, aprendemos imenso, tivemos todo o tipo de experiências que nos permitem não já sentir o nervosismo do início, mas a certeza que estamos a fazer o nosso caminho como uma livraria de referência, com dois espaços na cidade, com procura da parte de várias escolas para a realização de Feiras do Livros (este Natal vão ser sete!), com a apresentação de um catálogo sério e preenchido na nossa actividade editorial.

São muitas canseiras, muitas noites perdidas, muito stress acumulado, muitas discussões, mas no fim, estamos seguramente muito orgulhosos do que temos vindo a fazer nestes últimos dois anos. E no dia 1 de Dezembro à tarde, lá estaremos, com o Gonçalo, a festejar isso mesmo.

2 comentários:

  1. Olá Luís

    Em jeito de balanço do ano 2007, penso que a Livrododia esteve muito bem. Sentiu-se e sente-se uma espécie de "lufada de ar fresco". Espero que esta brisa continue por muitos e eternos anos a soprar nos gostos de leitura dos torrenses. Por mim, e desde que a minha bolsa o permita, estarei sempre por aí.

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  2. Poucas vezes tenho estado presente nos eventos da LdD porque aos fins-de-semana estou fora de TV. E sendo um "dinossauro" acho que o mais importante é aparecer gente nova.
    Mas vou seguindo as iniciativas com muito interesse.
    Desta vez conto ver o GMTavares, de quem sou leitor há algum tempo.
    À Livro do Dia , ao LFCristóvão, aos que trabalham com ele deixo aqui uma saudação efusiva e o desejo de que não percam a pedalada.

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