sábado, 13 de outubro de 2007

O homem que lia Gonçalo M. Tavares

Vi-o pela primeira vez sentado numa esplanada da cidade, ouvindo um concerto de Jazz que ocupava o final da tarde. Era um homem esguio, de cabelo rapado. Quase que o diria um triatleta.

Entrou depois numa livraria e ficou por lá até à hora de fechar. Não, eu não o seguia. Eu apenas vejo os homens assim. Quando andam de um lado para o outro.

E sim, ele comprou um livro. Um livro do Gonçalo M. Tavares.

No dia seguinte, estava sentado num jardim do centro. Era ele mas era outro. Diferente roupa, diferente forma de se sentar. Ao lado, um saco desportivo. Aberto, entre as mãos, o livro. A cabeça enfiada nas páginas.

Não parei para lhe falar. Aliás, eu não falo assim com os homens. Mas acredito que o livro, aquele livro, o vá tornar alguém diferente. Bastante diferente, por sinal.

1 comentário:

  1. Há quem se deixe mudar pelo Gonçalo M. Tavares! Há quem se deixe mudar pelo Paulo Coelho ou pela Margarida, há quem se deixe mudar pela Yourcenar... enfim, pior, há quem nunca mude.

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