sábado, 25 de agosto de 2007

Eduardo Prado Coelho (1944 - 2007): obituário


Não será lembrado pelos seus escritos sobre literatura, os vários textos que lhe li, de uma fase mais activa nessa matéria, a nível académico, entre os anos 70 e 80, são quase sempre pouquíssimo estimulantes, assim como aqueles que foi escrevendo para jornais. No fundo, lia-se Eduardo Prado Coelho porque era o Eduardo Prado Coelho, e por mais nada.
Filho de um nome enorme dos Estudos Literários Portugueses, discípulo de um estilo francês fora da corrente dos nossos dias, Prado Coelho usou das influências e tentou marcar o dia-a-dia do país com as suas crónicas diárias. Não ficarão na história também esses relatos, apesar de muito lidos. Aqueles que insistem em ver o país como se ele fosse a Praça do Saldanha estão, constantemente, expostos ao ridículo de falar sobre algo que não existe como se fosse essa a única verdade.
Será lembrado como o Castilho do Entre Séculos XX e XXI - estava no topo, mandou, escolheu, definiu, foi vangloriado e ridicularizado pelos seus pares, sem que o mundo tenha saído por um segundo dos carris por influência sua.
Suspeita-se, apesar de tudo, que tenha sido muito feliz.
Paz à sua alma.

Sobre o mesmo assunto, Eduardo Pitta diz que nada voltará a ser como dantes

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