terça-feira, 3 de julho de 2007

História da Edição

"as novas gerações tendem a pensar que, antes delas, só existia o caos e o vazio", diz o Manuel Alberto Valente, e com alguma razão. Ainda a semana passada um grupo de jovens que partia para o Canadá disputar o Mundial de Sub-20, dizia desconhecer o que se teria passado há uns 16 anos atrás, quando Figo e Companhia (na altura diria antes Peixe e Companhia, mas o futurismo é mesmo assim) foram campeões do mundo em Lisboa.

Mas as novas gerações precisam de alguém das gerações anteriores que lhes faça a história. E não vale de nada atirar a matar sobre os jovens quando uma grande quota parte da desinformação deles se deve, ora aí está, às gerações precedentes, tão pouco importadas em deixar registos do que foi feito. Uma história da edição? Ah, sem dúvida que sim, que é precisa. Não só para as novas gerações. Muita falta tem feito ela para quem há já muito se ocupa de editar e continua sem perceber que barco que mete água acaba por afundar...

1 comentário:

  1. Não diga muito alto que o Artur Anselmo pode ouvir.

    Também temos o director de cultura da Gulbenkian a iluminar o caminho para trás com "Os Livros e as Leituras", tal e qual como eles são.

    Também podemos obrigar a Teresa Rita Lopes a deixar a edição pessoana...

    Façamos nós a história que os tempos não estão para perder tempo. E não é por acaso que existem revoluções e que todas elas são recordadas, nas páginas da história.

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