quarta-feira, 18 de julho de 2007

Dos preços dos livros

No blogue da Livrododia, alguém designado como Maria, queixa-se do preço do novo livro Harry Potter and the Deathly Hallows, dizendo que na Fnac é mais barato. Por razões institucionais e porque o que eu passo a escrever é apenas uma opinião pessoal, respondo aqui.
Como eu já estou farto de ouvir dizer que os preços na Fnac são mais baratos, o que eu já percebi, aliás não custa nada perceber, basta lá ir e ver, gostaria talvez de explicar às pessoas que me dizem repetidamente que os preços da Fnac são mais baratos porque é que os preços da Fnac são mais baratos. Julgo que se todos tiverem três minutos para ler isto possam deixar de me chatear a cabeça com os preços.

Comecemos pelo óbvio - e esta informação está no site da Fnac, é pública, podia ter visto, Maria - o preço de venda ao público do livro é de 28, 5 € (vinte e oito euros e cinquenta cêntimos). É o preço que está no contrato de fornecimento assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, e há-de ser o preço que está assinado no contrato assinado entre a Fnac e a Penguin Books. A partir daí, cada livreiro pode praticar o desconto que bem lhe apetecer, porque sendo um livro estrangeiro, não está debaixo da alçada da Lei do Preço Fixo que controla os descontos praticados pelos livreiros em Portugal (para saber mais sobre esta lei, pode ir ler aqui, Maria). Ora, acontece que no contrato assinado entre a Livrododia e a Penguin Books, a Livrododia beneficia de um desconto de 30% sobre o preço de venda ao público do livro. A Livrododia decidiu ceder 10% dessa margem para os nossos clientes e assim vende o livro a 25, 65 € (vinte e cinco euros e sessenta e cinco cêntimos). O desconto praticado para a Fnac pela Penguin Books não sei quanto será, mas pela lógica do mercado, será sempre mais de 40%, seja pela quantidade que a Fnac compra, seja porque a Fnac não vende livros de editoras que não pratiquem esse tipo de descontos (os livros mais baratos da Fnac não são uma cedência da Fnac aos seus clientes, são uma cedência das editoras à Fnac, Maria). Para vender o livro a 22, 95 € (vinte e dois euros e noventa e cinco cêntimos), a Fnac pratica um desconto ao cliente de 19, 5 % - está no site deles, Maria - o que significa que, sendo verdade que a Fnac disponha de um desconto da editora de, pelo menos, 40%, logo a Fnac ganha 20,5% em cada livro que vende, enquanto a Livrododia ganha 20%.

Ora, Maria, eu não quero ser a Fnac, nem posso ser a Fnac, não serei nunca a Fnac. A Fnac tem lojas em vários países, várias lojas em vários países, só em Portugal são mais de dez, e a Fnac cobra dinheiro pela exposição dos livros nas suas prateleiras, e a Fnac cobra dinheiro para que os livros apareçam nos tops de vendas e no site, e a Fnac cobra dinheiro extra às editoras por cada vez que abre uma nova loja e a Fnac dispõe de descontos superiores aos que a Livrododia dispõe numa média de 10%. A Livrododia tem duas pequenas lojas em Torres Vedras, expõe os livros que considera melhores, tem um top verdadeiro, coloca em destaque no site os livros dos autores que edita e daqueles que se dispõem a vir à nossa loja fazer sessões de autógrafos, é pressionada para pagar sempre sempre a 30 ou 60 dias sob o risco de ver os fornecimentos cortados, e para abrir a nova loja ou para realizar a Feira do Livro de Santa Cruz investe do seu próprio bolso, correndo o risco de estar a ganhar dinheiro e esforço das poucas pessoas que trabalham para a Livrododia para poder servir os seus clientes, estimulando e facilitando o acesso ao livro a todos aqueles que vivem ou visitam o concelho de Torres Vedras. Só para lhe dar um exemplo, no passado sábado, todos os sócios da Livrododia, alguns familiares e alguns funcionários, estiveram, gratuita e voluntariamente até às quatro da madrugada para que a Feira do Livro de Santa Cruz estivesse aberta ao público no domingo. E é devido a esforços desses que, pela primeira vez vai ser possível comprar um livro lançado em língua estrangeira no próprio minuto em que esse livro é lançado mundialmente no concelho de Torres Vedras.

Maria, se tudo isto não merece os 2,7€ (dois euros e setenta cêntimos) a mais que lhe custará comprar o Harry Potter na Livrododia, então eu peço-lhe, de verdade, que compre o livro na Fnac. Com certeza ficará muito mais feliz e bem servida.

23 comentários:

  1. Cito: os livros mais baratos da Fnac não são uma cedência da Fnac aos seus clientes, são uma cedência das editoras à Fnac.
    Luís, isto é que seria preciso explicar MESMO. E não é só a FNAC. Cadeias como a Bertrand já estão com a mesma política. Não há desconto, não há espaço na loja...
    E que mil pequenas livrarias floresçam!

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  2. luís,
    acho compreensível que a maria se tenha surpreendido com alguma diferença de preços que tenha notado e, consequentemente, se tenha queixado. nem toda a gente está a par da lógica de funcionamento das livrarias e parece-me importante que o tenhas explicado.
    bjs, magda

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  3. Evidentemente que o Luís tem razão, uma razão moral, digamos assim. E a Maria protesta com a lógica do consumidor que se está nas tintas para os circuitos de distribuição de bens consumíveis.
    A mesma lógica que comanda o meu comportamento quando prefiro ir ao Hipermercado comprar pão, arroz, azeite, leite, café...em detrimento da lojinha do Sr. Armando ou da D. Augusta.

    Infelizmente a lógica culturalmente militante do Luís, o seu amor pelos livros e pela divulgação dos autores tenderá a ser cilindrada pela dos grandes potentados económicos. Porque a lógica do consumidor é, por definição, egoísta!

    Tudo isto é uma evidência. Só me atrevi a comentar porque é uma oportunidade para salientar o importante papel destes "empresários loucos" que se metem a vender livros em vez de abrirem mais uma pastelaria...
    Admiro-os, mesmo quando sou "naturalmente egoísta" e compro livros na Fnac...

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  4. Várias pessoas enviaram comentários por e-mail, dos quais realço aqui duas passagens:

    "o preço do parking na Fnac do Colombo ou Chiado é capaz de ser superior ao desconto efectuado pela Fnac..."

    *

    "na Livrododia ela tem direito a resposta, boa ou má, enquanto na Fnac terá com sorte uma carta-tipo."

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  5. Henrique Manuel Bento Fialho18 de julho de 2007 às 13:35

    Quero felicitar o Luís Filipe Cristóvão por duas razões: 1.ª tem uma livraria aberta em Torres Vedras; 2.ª tem uma livraria que edita livros. Quem não entende o quão raro e custoso isso é nos dias que correm, pois que continue a gabar os preços praticados nos centros comerciais. Eu prefiro gabar a capacidade de resistência dos cristovãos deste mundo, nem que para isso tenha de pagar mais 3 euros por um livro. Há muito que deixei de comprar livros na FNAC – a não ser quando não os encontro noutros locais - e noutras livrarias que lhes seguem o exemplo, por, entre outras razões, julgar que não só cumpro um dever cívico apoiando as pequenas livrarias – mais ainda quando citas em pequenas cidades, como naquela onde resido -, como prefiro o atendimento especializado e afectuoso dos livreiros que estão realmente interessados no produto que vendem. É como optar entre o McDonalds e as bifanas da Ti Rita. Que fique claro não estar contra FNACs e quejandos. Apenas estou a favor dos mais pequenos. Dizem-me que não é defeito, que é de feitio.

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  6. Ó Henrique, as bifanas da Ti Rita não sei se também serão grande coisa. Ainda se fossem as conquilhas do Eduardo :)

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  7. Pelo comentário e esclarecimento, obrigada Luís Filipe. Até podes estar cansado para ouvir elogios, mas sabem bem que não me canso dos vos fazer: pelos projectos, pela dinâmica, pelo empenho, pela excelência do atendimento e por nunca estarem conformados.
    A Maria recebeu uma resposta, que seguramente, a fará pensar e que nos faz a todos compreender que são realidades completamente diferentes com objectivos diferentes.
    Concordo com a do estacionamento (e pior se for como eu que ainda tenho que andar à procura do carro! ). Nada se compara, (e principalmente para quem vive em Torres Vedras), a poder usufruir de uma livraria com o espaço, organização e atendimento da vossa. Certamente muito mais interessante que o Colombo.
    Parabéns por tudo. Obrigada por existirem.

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  8. oi, luís, como tá?
    acabei encontrando teu blog.
    voltarei mais vezes.
    abrações
    p.s.: brigadão pelo link do blog.

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  9. Luís Filipe,
    ando com muito pouco tempo e quase me assustei com o tamanho do texto que me enviou, mas li-o até ao fim. Só vou deixar um breve comentário (pq tenho um relatório para fazer à espera): que bom termos uma Livrododia à nossa porta, com luz natural, ambiente tranquilo,sem despesas de transportes para lá chegar, sem ter de estacionar em subterrâneos e andar aos ziguezagues até chegar lá acima, etc, etc. Penso que tudo isto vale bem dois euros e setenta. É disso que se trata, não é?

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  10. Uau tive direito a uma entrada num blog, a comentários exaltados e tudo.
    Apesar de agradecer a consideração, devo dizer q a minha surpresa em relação à diferença de preços neste novo livro do Harry Potter prende-se mais com a experiência de que tenho em comprar livros em Torres Vedras! A Fnac tem na realidade muitas lojas e eu raramente lá compro alguma coisa, porque acho tudo mais caro. Na Papelaria União por exemplo encontro sempre os livros mais baratos do que na Fnac e ainda tenho desconto com o cartão Jovem. E se se tratam de livros mais específicos, ditos científicos, recorro à Bisturi que pratica preços bem mais justos que a Fnac...
    E se bem que gosto mais do comércio tradicional, digo que muitas das vezes é preferível ir a uma grande superficie porque não nos chateiam: «precisa de ajuda?» (isto à 3ª vez chateia) «só leva isto? não quer ver isto e isto?» ou então quando respondo ao 'precisa de ajuda' eu digo ah vinha à procura de um presente para um amigo e começam a mostrar-me coisas de 50 ou até 100€ e eu penso... bem eu vou mas é deixar de estudar e vou trabalhar numa loja pq se a empregada dá prendas de 50 e 100€ a todos amigos... imagino o que comprará para si...

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  11. o livro do harry potter no Webboom a EUR 22,95 com portes grátis. Assim nem preciso de sair de casa e não gasto dinheiro em 'estacionamento? como dizem...

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  12. Maria,

    Mais uma vez agradeço o seu comentário, porque acaba de nos elucidar.
    Vamos por partes:
    A Fnac, através de acordos com as editoras, trabalha o preço dos livros nos limites da Lei do Preço Fixo, para a qual já a remeti no post. Se, como diz, a Papelaria União ou qualquer outra livraria praticam preços de livros abaixo dos da Fnac, isso configura um crime, e o que a Maria acaba de fazer é uma denúncia. Infelizmente, caixas de comentários de blogues não são lugares indicados para denúncias, mas se o quiser fazer no local indicado, peço-lhe que o faça, afinal as leis da competitividade devem ser claras e cumpridas por todos.

    Quanto ao que fala sobre o comércio tradicional, aceito que essa seja a sua experiência, mas o tipo de apoio à compra que se faz nesse comércio é quase sempre um apoio personalizado e que visa a satisfazer o cliente não especializado. Sendo a Maria uma cliente conhecedora do que quer, e essa será a experiência que terá na Livrododia, com certeza, se não pedir auxílio na escolha de um livro também não terá ninguém atrás de si.

    Quanto às compras pela Internet, se comprar o Harry Potter na Barnes and Noble tem um desconto de 46 %,na Amazon tem um desconto de 49%, como vê, até a mim saíria mais barato comprar nesses sites e revendê-lo depois nas minhas livrarias. No entanto, eu não me guio pelo oportunismo e respeito aquilo que os meus fornecedores habituais me propõem: neste caso, a Quidnovi Distribuição, que é quem tem o novo livro do Harry Potter para entrega. E se eu normalmente lhes compro vários livros, se eles me prestam um serviço de apoio irrepreensível, se eles estão todo o ano comigo, nas alturas em que há vendas e nas alturas em que não há, não vejo razão para que eu não esteja com eles em mais este livro.

    Maria, o que tem aqui é uma cara, um espaço, pessoas com nome, a quem você pode recorrer sempre que precisar de ajuda no que toca a informações sobre livros. O preço que paga por isso, você sabe qual é. Se não é isto o que procura, certamente encontrará serviços e preços diferenciados, consoante as lojas onde se deslocar (ou não).

    Só não vai ser a Maria a obrigar-me a fazer parte da normalização... Sim, Maria, felizmente, não somos todos iguais...

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  13. Estimada Maria,

    o exemplo do estacionamento foi utilizado para chamar a atenção do consumidor, não é um comentário direccionado. Relativamente à compra do livro do harry potter no Webboom a EUR 22,95 com portes grátis, nem toda a gente pode ter acesso à internet e pagar uma mensalidade de + ou - 29 euros. Enfim... andar a pé em Torres Vedras não faz mal a ninguém.

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  14. Olá Maria...
    Queria começar por dizer que estes comentários não se devem somente a si, mas a todas as pessoas que fazem o mesmo tipo de comentário.
    Tenho realmente pena, que para si, o atendimento personalizado seja uma chatice... talvez isso se deva à tenra idade que aparenta ter e o facto de, pelos vistos, nunca ter exercido uma função em que tenha q ser atenciosa, prestável e simpática com as pessoas. Quando se refere ao facto de andarem atrás de si a perguntarem se necessita de ajuda, duvido sinceramente, que seja na livaria Livrododia. Devo dizer que como cliente, quer numa loja, quer na outra, sempre fui bem atendida e sempre me deixarem circular à vontade.
    E se gosta tanto de ir ás grandes superfícies comerciais, devo dizer-lhe q o "á vontade" que sente, depressa irá acabar, porque cada vez mais há formação para que os funcionários abordem os clientes e tentem com que levem mais alguma coisa. Alêm disso, diga-me se eles perdem sequer tempo consigo quando quer um livro que não encontra, ou sequer se fazem uma encomenda de propósito só para si?!! Não o fazem, pois não?
    Acho bem q o Sr. Luís aqui tenha deixado explicado como tudo se processa.E que tenha que tenha reparado e que saiba, ninguém a obriga a comprar nada que não deseje. Através de todas estas respostas, que por incrível que pareça, são todas contraditórias ás suas ( porque será? )ainda acha que vale a pena continuar a ripostar?

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  15. Olá a todos,
    Entendo, como os restantes, a sensibilidade mais aguçada de quem cuida do seu negócio e o vê criticado.
    Entendo que deve ser díficil construir de raíz a Livrododia e fazer com que diariamente chegue às prateleiras de todos nós.

    No entanto, parece-me que o simples comentário "Agradecia um post sobre o novo livro do Harry Potter. E Já agora o preço na Fnac é bem mais barato... " não merece tanta cruxificação.

    "tenra idade", "nem toda a gente pode ter acesso à internet", "não somos todos iguais" julgo serem comentários francamente desnecessários para quem emitiu uma opinião ou procurava uma explicação.
    Leva a pensar que se calhar, Maria, mais vale não colocar as suas dúvidas à Livrododia.

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  16. Fiquei chocada quando me preparei para ler comentários e uma discussão de um tema que até é bastante interessante e, em vez disso, vejo uma série de ataques pessoais a alguém (Maria) que só pediu um esclarecimento, que está no seu direito de o fazer e que deve viver no mesmo país em que eu vivo - aquele em que 2,70€ fazem MUITA DIFERENÇA porque tudo está caro e já dizia a minha estimada avózinha "até 5 escudos são dinheiro"! Estamos todos a dar uma de alta burguesia snob... muito bonito.
    Não me tinha apercebido é que olhar para os preços e querer poupar davam direito a ataques pessoais, nem que podia a partir daí ler insinuações acerca do carácter de alguém.
    A LIvrododia é efectivamente um sítio muito agradável, com um atendimento excelente. Esse atendimento excelente, infelizmente, não teve paralelo nesta discussão.

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  17. Como é que voces perdem tempo com coisas tao insgnificantes....
    Que é chato que te venham perguntar "posso ajudar" quando estas numa loja... é verdade... que na FNAC normalmente as coisas sao mais baratas, também é verdade (é uma multi-nacional)...Que a FNAC nao faz um pedido personalizado é mentira...
    Que o Livrododia é um espaço agradavel e os seus donos ou socios deviam pensar duas vezes antes de reponder, é verdade!!!!
    Todos tem razao... e é ridiculo que alguem se ofenda com um comentario como o da Maria...
    Ana

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  18. Vejo que esta discussão parece não ter fim. E já que o ataque agora vai para a livraria União, isso sim é já ultrajante pois eu desde que iniciei o meu percurso escolar que compro lá livros... Na altura da saudosa Dona Augusta que estava no 1º andar... Enfim, acho que não é preciso atacar. Acredito que preze o seu negócio e que o tenha em grande estima, mas depois desta experiência o conselho que tenha para si é que se dedique ao Yoga nos seus tempos livres, pois talvez o ajudem a libertar o stress do trabalho.
    Mas voltando ao assunto do meu esclarecimento, o que acontece é q a União tem desconto com o cartão Jovem e por isso os livros me ficam muitas vezes mais baratos.
    E embora ser jovem não seja um crime (a não ser que o Sr. em questão tenha nascido já de barba e com 50 anos), 1. eu não sou assim tão jovem, (nenhuma teenager só por piada de querer elucidar quem lê e até 'postou' alguns comentários produtivos...), 2. que mal tem ser jovem? estar de mal com a vida é que já é mau..., 3. vou com a minha juventude dar uma volta e fazer algo de produtivo...

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  19. Cara Maria Inês,

    tal como, e correctamente, diferencia livrarias, deveria diferenciar comentários.

    Não foi o Cristóvão que fez qualquer tipo de ataque à sua pessoa, não fez referência à sua idade ou ao uso que faz do seu dinheiro.
    De facto houve comentários que podem ser considerados ataques pessoais a si ou a quem se reconheça na sua pessoa, mas eles foram feitos por pessoas externas que, tal como eu ou a Maria Inês, estavam a dar a sua opinião neste instrumentos interactivo que é a coluna de comentários do blogue.

    Em relação à Livraria União, o Cristóvão fez apenas referência à Lei do Preço Fixo dos Livros que estipula o desconto máximo a praticar em livros com menos de 90 dias os 10% (independentemente dos cartões que tenha). No entanto, e se bem entendi, referiu os livros escolares, que são a única excepção a essa Lei e onde o espaço é livre de vender ao preço que achar conveniente.

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  20. Escrevi este post para clarificar o preço de um livro por esse mesmo preço ter sido posto em causa por um comentário anónimo. Podia não o ter feito, mas acho que os comentários, mesmo os anónimos, merecem ser publicados e comentados quando é caso disso.
    Não ataquei em nenhum momento ninguém, nem pessoas nem instituições. No entanto, treslendo a mistura dos meus textos com os comentários que foram sendo colocados neste post, alguns outros anónimos decidiram passar a atacar-me a mim e à Livrododia. São opções, entendo. No entanto, isso não chega, não vai chegar, para que eu deixe de falar e dizer aquilo que sinto sempre que acho oportuno. É que esse meu direito (que muitas vezes até passa a ser dever) é muito mais importante do que qualquer outro pequeno comércio.

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  21. Ai é por causa disso?

    *suspiro*

    não fazia ideia!


    (só cheguei aqui hoje, mas creio que vou ler o que está ali para baixo...ah! e tenciono voltar!)

    =)

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  22. Como livreiro ( de uma pequena livraria ) já não consigo ficar desanimado nem triste com este tipo de comentários :
    - Olhe, desculpe, este livro na Fnac é mais barato!
    Na verdade fico apenas com pena que a maioria das pessoas identifique o livro como um mero objecto.A falta de raciocinio por parte da maioria das pessoas é notório.Este rebanho de raciocinio estagnado podia pelo menos pensar que ao comprar livros nestas grandes cadeias, 1,2 euros mais barato, apenas contribui para que o preço dos livros suba. Todos os anos assistimos a um aumento escandaloso no preço dos livros. A luta das editoras, desejosas de ganhar "espaço" nos supermercados e nas grandes cadeias, obriga as mesmas a oferecer descontos muito superiores de ano para ano, e não falamos apenas de 40 ou 50% de desconto. Este crescendo no desconto para conquistar espaços obriga as editoras a aumentar os preços para compensar o valor cedido. Enquanto as pequenas livrarias trabalham com os 30% de desconto sempre, e mesmo assim fazem concerteza um trabalho muito mais conseguido. Não comparem o atendimento. Assusto-me com a estupidez de alguns funcionarios das grandes lojas. Ganham pouco, ninguem lhes pode pedir mais esforço.
    - Olhe, era um quilo de sardinhas e um livro da Margarida Rebelo Pinto, se Faz favor. Pode ser o último, é fresquinho não é?

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  23. Tanta coia por causa de 2,70€ numa multinacional que se for preciso não dá um terço da atenção ao cliente que as pequenas livrarias dão... Confesso que o comprei numa grande superficie, por ter sido a primeira em que entrei e tinha o livro disponivel.
    Cada um compra onde lhe interessa mais e os meus parabéns ao Luis e a toda a Equipa da Livro do dia por manterem aberta uma das melhores livrarias de torres vedras, 100% nacional.

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