terça-feira, 24 de julho de 2007

cortar poemas

foram escritos há um, dois anos, não consigo precisar ao certo no tempo, e estavam cada vez mais perto de ser coisa nenhuma - a tentação tinha sido acrescentar, acrescentar, fazer crescer um corpo para além do que ele poderia ter para dizer. então, no cruzamento de algumas fotografias desaparecidas e da insistência do antónio piñeiro, um galego que faz livros artesanalmente, dediquei-me ao corte. limpei o desnecessário, o acessório, o que nada dizia ou trazia, o que não fazia poesia da poesia onde parecia repousar. enviei-os assim, debastados. são um conjunto de poemas bastante descritivos, bastante completos e competentes na arte de explicar uma coisa que fica dita, não nas entrelinhas, mas nos silêncios que se farão de páginas viradas. e depois disso, desse cortar de poemas que são frases feitas na busca da perfeição, precisei de uma música que é tudo desconstrução, desde o ritmo às palavras (sons) utilizados.

esta noite o prazer tem o nome de tom zé.

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