terça-feira, 5 de junho de 2007

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João Miguel Tavares, coloca hoje, no Diário de Notícias, o dedo na ferida, ao trazer para discussão a dimensão mediática do desaparecimento de Maddie McCann. É claro que a família McCann está a utilizar toda a clareza de espírito para manter vivo o interesse da comunicação social pelo caso - toda a clareza e os milhares de euros que, como o texto de JMT demonstra, tem vindo de todo o lado para ajudar à campanha. No entanto, poderá ser todo este mediatismo a deitar a perder a atenção que o casal McCann nos mereceu até agora - a possibilidade de encontrar a pequena Maddie viva e com saúde é, passado mais de um mês, praticamente impossível - seja o que fôr que lhe tenha acontecido, deixará marcas para o resto da vida (ou para o que poderá sobrar dela). E não haverá campanha mediática nem atenção nos jornais que substitua a falta dos pais no que passou a ser o momento mais marcante da sua vida. Isso sim, quer queiram, quer não, vai ser o que nunca sairá do nosso pensamento, nem do de Maddie, temo eu.

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