quarta-feira, 13 de junho de 2007

Chavez-o-Mania

"[A RTP] Ao proceder deste modo, e ao invés do que tem acontecido em anos anteriores, o canal público de televisão privou os Portugueses e as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo de acompanharem na íntegra as cerimónias comemorativas do dia 10 de Junho, facto que a Presidência da República considera inaceitável."

Não, não é uma piada do Inimigo Público, nem do Gato Fedorento. É um sinal da Presidência, como se vê aqui. Não é só a maneira infantil de Sócrates reagir aos que diz a comunicação social sobre si. Agora é também Cavaco a sentir-se no direito de anunciar publicamente que "considera inaceitável" uma opção de programação do canal público. Ou muito me engano, ou anda por aqui um clima que se vai tornando irrespirável.

4 comentários:

  1. O paralelo com chavez é infeliz. Cavaco não esteve mal, o que a rtp transmite ou deixa de transmitir não é uma vaca sagrada que não se possa contestar ( finalmente parece que o PR usa o seu cargo para algo mais que discursos redondos)e o facto de a crítica ser pública só o favorece.
    Olha que para muitos portugueses por esse mundo fora com especial realce para os que não têm apetência ou facilidade de usufruto da internet o visionamento através da rtp das comemorações do 10 de Junho são deveras reconfortantes. Já agora o que passou a rtp nessas horas?? Devem ter sido telenovelas não?...

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  2. O que a rtp transmite ou deixa de transmitir não é uma vaca sagrada, claro, é seguramente criticável. Mas do Presidente da República não se esperam críticas televisivas, porque hoje sente-se no direito de criticar a transmissão do 10 de Junho, e depois também vai achar-se no direito de comentar isto e aquilo sobre a forma como a rtp trata as notícias sobre a Presidência da República ou sobre qualquer outro assunto, e seguramente esse não será nada o papel que eu espero que um Presidente assuma. Entretanto, pela tarde, a Administração da rtp pediu desculpas ao Senhor Presidente e prometeu uma retransmissão das comemorações para todos os portugueses, de Minho a Timor. (ah, e não, não foram telenovelas. foi publicidade - a mesma publicidade que vai possibilitar a retransmissão de algo que provavelmente ninguém quer ver.)

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  3. Mas Filipe quando o PR se achar ao direito de condicionar para respectivo interesse a forma como a rtp trata as notícias aí concordarei contigo. Não creio que tenha sido isso que tenha acontecido e o assunto é de pouca polémica, apesar de parecer de facto uma atitude demasiado servil da rtp.
    Un Saludo

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  4. Genericamente estamos de acordo. Apenas tu, dando o benefício da dúvida ao Cavaco, e estando em sintonia com a sua actuação, vês o incidente como de pouco importância, enquanto eu, estando de pé atrás com o dito, tendo a ver a mesma coisa como um sinal de um intervencionismo não desejável.
    Um abraço e volta para cá, que Espanha não te merece.

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