quinta-feira, 24 de maio de 2007

um país como os outros

Diz o Rui Costa, mas não o futebolista, que "os únicos parolos são os que têm medo de parecer parolos". Nada de mais certo. Mas lamento sentir que esse é um fenómeno demasiado enraizado na consciência portuguesa - ou não encontro outra explicação para que todos, os quase todos, aqueles que experimentaram juntar no seu trabalho as raízes portuguesas (ou da língua portuguesa) com as novas influências sejam postos de lado ou vistos como ovni's sem destino. Estou a falar do António Variações (de que os Humanos, apesar de muito interessantes, são uma cópia pateta), do José Afonso, do José Mário Branco, do Alexandre O'Neill, e, mais recentemente, daqueles que no mundo musical vão trazendo para a praça as influências negras da cultura portuguesa, como o Melo D ou os Buraka Som Sistema. Falando-se ou não deles, para todos se encontrou um cantinho invisível e respeitoso para os arrumar. Mas que fazer, Rui, Portugal é mesmo só um país.

1 comentário:

  1. Como terá dito certo dia o José Agostinho Baptista: "Os poetas não têm geografias".

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