sábado, 19 de maio de 2007

intercidades

O comboio seguia no seu ritmo, desta vez sem atrasos. eram sete da tarde, um sol quente aquecia as páginas d' As sete estradinhas do Catete, o livro que me acompanhava na viagem. A sensação de fome, pela distância horária e fragilidade do almoço (uma salada de frango). Levanto-me e dirijo-me até à carruagem do bar, onde uma série de homens viajavam calados. Ao rondar o balcão para ver a comida disponível, apercebo-me: uma mulher com uma mini-mini-saia conversa, alegramente, com o empregado. Atrás dela, sentado num dos pequenos bancos do bar, o pica-bilhetes ameaça inundar o chão de toda a carruagem. Quando volto a sentar-me no confortável banco da 1ª classe (já não havia bilhetes disponíveis em turística, Coimbra, sexta-feira), fecho os olhos por dois minutos e volto a esquecer-me que estou em Portugal.

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