segunda-feira, 21 de maio de 2007

inquietação

há sempre qualquer coisa que está a acontecer, diz o José Mário Branco numa música que me volta à cabeça muitas e variadas vezes - aliás, nem precisava de vir a música, a minha cabeça já sabe isso mesmo, só precisou do JMB para entender com palavras aquilo que tentava explicar. uma vez, à mesa de um bar, lembro-me de dizer que gostava de tirar férias da minha cabeça, inventar uma forma de deixar de pensar, durante uns minutos, pelo menos - e o que eu procurava, sei-o agora, era parar o tempo, fazê-lo desaparecer, e colocar-me numa dimensão em que nada me inquietasse, nada me tocasse suficientemente forte para perturbar esse silêncio. mesmo que não pareça, agora já sei como isso é impossível - é impossível parar quando tudo em mim é sensibilidade à flor da pele.

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