segunda-feira, 28 de maio de 2007

gestos mínimos

estava a pensar em ti e em como os teus olhos se podem tornar um labirinto onde nos perdemos. somos frágeis humanos, tu e eu, cedemos muito facilmente à sede renovada um do outro. estava em ti e em como o teu sorriso me cativa - e em como gestos mínimos ganham-nos da lucidez por tanto tempo construída. somos frágeis humanos, todos nós - custa-nos viver da sinceridade das ondas do mar, que crescem ou desaparecem consoante vontades insondáveis - custa-nos aceitar que somos assim, incapazes de manter o tempo todo a vontade toda - e tantas vezes perdemos na cegueira a que nos submetemos estas pequenas coisas que nos dão um pouco mais de força, por um pouco mais de tempo.

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