quinta-feira, 7 de setembro de 2006

imaginação

vamos começar do início: dá-me um espaço onde eu estique as pernas e faz com que a água corra pela cara - diz assim, é o calor - diz assim, é o calor, o calor, o calor. vamos começar: um, dois, três: vamos começar: é assim, eu sigo pela direita e tu pela esquerda, os dois sentados na mesma sala, a escrever - tu levantas-te e dizes, dá-me um kiss - tu levantas-te e dizes, dá-me um kiss- vamos, vamos começar.

tu perguntas assim: eles gostam de mim? - tu perguntas assim: eles gostam de mim? - havia uma guitarra pendurada na parede e uma série de garrafas em cima das mesas, era uma festa, uma festa de aniversário - e tu pendurada na minha orelha, chama-me brinco - e tu pendurada na minha orelha, sou o teu brinquinho - algumas pessoas a dançar, algumas pessoas a beber, kiss kiss.

batem à porta: afinal estava a dormir - batem à porta: entra um homem de punho fechado e passa pelo corredor a dançar um mambo argentino mas não vinha ter comigo - o seu vizinho está - não vinha ter comigo - o seu vizinho está? - uma ou duas perguntas, pouco mais para dizer, apenas que deixei ficar em cima da mesa os papéis e quando olhei tu não estavas lá, aliás, não estiveste nunca lá, fui só eu que imaginei.

3 comentários:

  1. Desconcertante...

    é por isso que passo por aqui sempre que posso :)

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  2. também passo a vida literalmente a sonhar.

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  3. Luís, queres por-nos a chorar?
    Ai ai... tu tens um dom. Tens tens.

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