quarta-feira, 16 de agosto de 2006

superbacana

toda essa gente que se engana ao entrar nos automóveis sem saber o destino

bem, uma rapariga linda, sorridente, encostada ao bar enquanto pedia mais uma garrafa de cerveja e procurava, na mala, um maço de cigarros que, pelas horas, já devia estar vazio, ou quase isso

toda essa gente que não sabe e que não vê, nem sente que

já há alguns anos que a vejo passar na rua, ainda hoje corria da chuva sem que eu saiba bem para onde e depois, bem, faço amizade com o marido dela e acabamos por ficar, eu e ele, sentados num café com vista para a rua onde ela não passa

O sol responde o tempo esconde o vento espalha e as migalhas caem todas sobre

pois, uma mesa posta para sete pessoas, pares incompletos, e alguém que se atrasa ao ponto de todos começarem a comer, o meu telefone que tocou três quatro vezes, o marido dela já sem saber o que fazer, mas não, eu não podia, ela, bonita, sorridente, a trazer o vinho para a mesa e eu

em copacabana.

1 comentário:

  1. Não sei se entro no carro, se fico a olhar para a rapariga ou se me sento à mesa e transformo o sete num oito... A tua escrita deixou-me tripartida.

    um beijo da(s) (3) Maria(s)

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