sexta-feira, 28 de julho de 2006

fala-me de amor

quem: amanhece todos os dias na minha janela mas, já te disse do vento e dos beijos e das palavras que eu colhi na árvore que veio da minha infância para florir aqui, no meu teu colo onde acordas com a boca a saber a sol e cerejas - quantas vezes mais ainda vamos ficar a cruzar os dedos pela noite fora como num beijo que nunca é dado.

porque: eu abri os olhos e sol era rosado como o canteiro da vizinha que deixa cair sobre a roupa no estendal flores e beatas de cigarro, uma música alegre ecoa no quintal do prédio e uma menina de saia rodada espreita de uma varanda de um andar acima - qualquer coisa como poder ser feliz sem hora certa, era disso que falavamos.

ainda: repete baixinho comigo e depois voa como as nuvens ou como os abraços que eu tenho para te dar porque é segunda, terça, quarta-feira: eram sorrisos do tamanho de crianças, do tamanho de sonhos de crianças, era a noite toda a andar pelo corredor a tentar perceber um choro, era amanhecer no meu colo todos os dias tu.

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