quinta-feira, 6 de julho de 2006

bilhete

acordo devagar, noite, ou este sol todo a entrar pela janela e o calor que me desimpede o corpo de ser leve. trinta minutos apenas e toda a higiene pessoal, senhoras na conversa do lado de lá da rua, uma antiga namorada a lançar flores da varanda do sexto andar. acordo devagar, noite, tantas tantas vezes assim despido.

acordo devagar, noite, ou os sonhos que se repetem a cada adormecer, mesas postas e algum vinho, quantas caras conhecidas junto ao leito, o calor o calor o calor. acordo, sim, mas era de uma outra coisa que eu te queria falar, a forma que senti na palma das mãos quando a abracei, a erecção desta manhã, devagar devagar.

acordo devagar, noite, ou ainda algumas maneiras de me fazer sorrir apesar do verão. limpa-me a testa, limpa, do suor que escorre algures de um outro eu que não dorme nem acorda nem sou eu nem está aqui. acordo, acordo, p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e, mais oportunidades de te dizer que ainda não cheguei. acordar. acordar.

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